Resumo objetivo:
O Bailão Otaku é uma festa em São Paulo que mistura a cultura otaku (com cosplays de personagens de animes clássicos e atuais) com música funk e open bar, oferecendo uma alternativa de vida noturna para adultos. O evento, que já está na 12ª edição, vendeu 3.000 ingressos na última festa e conta com atrações musicais do cenário nacional. Os organizadores planejam expandir para outras cidades, mantendo a essência do projeto que criou uma comunidade fiel.
Principais tópicos abordados:
1. A proposta do evento (integração de cultura otaku, cosplay e funk em uma festa para adultos).
2. O sucesso e a expansão (lotação, número de edições, planos de levar para outras localidades).
3. A experiência dos participantes (depoimentos sobre a mistura de universos e a formação de uma comunidade).
4. A programação e atrações (open bar, DJs e funkeiros convidados).
Uma pista de dança que reúne o Goku, a Sailor Moon, o Naruto, o Ash de Pokemon e entre outros protagonistas de animes clássicos que marcaram gerações, sem deixar de lado os atuais, como o Tanrijo Kamado, de Demon Slayers (Kimetsu no Yaiba).
São assim as edições do Bailão Otaku, em São Paulo, voltadas o público maior de 18 anos e com direito a open bar. A proposta é levar uma alternativa a quem faz cosplay (a arte de se caraterizar de personagens) para além dos eventos tradicionais de entretenimento, como a CCXP (Comic Con Experience).
A última edição, intitulada Origins, realizada no dia 13 de dezembro, vendeu todos os seus 3.000 ingressos e levou uma noite de muito funk para os fãs de mangás, animes, séries e filmes. A próxima festa deve acontecer em 23 de maio.
"O Bailão Oitaku supre uma carência muito grande para o público otaku e geek, em relação a esse tipo de evento. Entendemos que existia essa brecha para explorar. à uma alternativa de rolê na vida noturna", diz Bianca Isidoro, uma das organizadoras da festa.
Bianca conta que a festa foi realizada pela primeira vez em 2023 âà época ainda com outro nome. Com a boa adesão de público logo de cara, os organizadores decidiram repetir a dose eventualmente, chegando agora à 12ª edição.
A última festa reuniu os funkeiros MC GW e a MC Carol de Niterói, que foi a caráter. Se apresentaram também neste dia DJ Lorin, Pikols, MC Maha, Kalixto, Isa Marquini e Amai. A marca já trouxe, anteriormente, outros nomes do cenário nacional, entre eles MC Pedrinho e DJ Arana.
O coletivo Blacktub, organizador do Bailão Otaku, afirma que estuda levar o evento para mais cidades de São Paulo e até outros estados, mas sem perder a sua essência original.
"Temos estudado cidades onde o Bailão Otaku teria mais aderência. Nossa preocupação é levar a mesma experiência dos participantes de São Paulo, que se tornou uma comunidade fiel", destacou Bianca. "Não queremos expandir só por expandir."
As amigas Myka, 24, e Mia, 33, foram de cosplayers das versões femininas de Ness e Kaiser, da série de mangá "Blue Lock". Elas são de Vinhedo (SP) e pela segunda vez viajaram para participar do evento na capital. Elas dizem que não pretendem perder mais nenhuma edição da festa.
"Eu sou de uma época que os otakus e os funkeiros brigavam muito na internet, mas sempre gostei dos dois rolês. Então agora, finalmente, eu posso ir às festas que eu gosto, com a galera que eu gosto, e misturar o cosplay nisso. Duas coisas que eu amo em um lugar só", declarou Mia.
O publicitário Erik Costan 34, veio de Guaratinguetá (SP), a cerca de 700 quilômetros de São Paulo. Ele vestiu o cosplay do Saitama, o protagonista do anime e mangá One Punch-Man. Esta foi sua primeira participação no evento.
"Essa é a primeira vez que eu faço cosplay e sempre tive vontade de fazer. Eu achei que tinha tudo a ver com o Bailão, justamente misturar dois universos que eu gosto muito, as festas e o universo otaku", diz.