Resumo objetivo:
Um estudo da FIEMG revela que a participação feminina é baixa em ocupações tecnológicas de alto crescimento no Brasil, como ciência de dados e desenvolvimento de software, sendo majoritariamente ocupadas por homens. Simultaneamente, as mulheres estão sobre-representadas em funções administrativas e operacionais com maior risco de retração devido à automação. A federação defende que iniciativas específicas de qualificação em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) são essenciais para reduzir essa desigualdade e facilitar a transição profissional das mulheres.
Principais tópicos abordados:
1. Desigualdade de gênero no setor tecnológico: Baixa participação feminina em ocupações de alta tecnologia e crescimento.
2. Vulnerabilidade no mercado de trabalho: Maior concentração de mulheres em funções com projeção de declínio até 2030.
3. Proposta de solução: Necessidade de programas de capacitação e incentivo à formação de mulheres em áreas digitais e STEM para equilibrar os quadros e garantir transição profissional.
Levantamento da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) indica que mulheres têm menor participação nas ocupações de setores nativos tecnológicos no Brasil e maior presença em funções com risco de retração no mercado de trabalho.
A entidade aponta que iniciativas de formação e qualificação voltadas especificamente para mulheres em áreas digitais são essenciais para garantir maior equilÃbrio de gênero nos quadros das empresas.
Segundo Juliana Gagliardi, coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG programas de capacitação e incentivo à formação em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática podem ajudar a reduzir a desigualdade de gênero e facilitar a transição profissional de trabalhadoras que hoje atuam em funções mais expostas à automação.
Segundo o estudo da Gerência de Economia da entidade, entre as ocupações com maior potencial de crescimento estão especialistas em Big Data, engenheiros de FinTech, especialistas em inteligência artificial e machine learning, desenvolvedores de software e especialistas em gestão de segurança digital.
A participação feminina nessas áreas é reduzida. Considerando o conjunto dessas ocupações, 79,3% dos vÃnculos formais são ocupados por homens e 20,7% por mulheres.
A presença feminina também é menor em cargos especÃficos da área de tecnologia. Mulheres representam cerca de 13% dos técnicos em programação e 14% dos engenheiros de computação.
Ao mesmo tempo, elas estão mais concentradas em ocupações com projeção de queda até 2030. Entre essas funções estão atendentes de serviços postais, caixas bancários, operadores de digitação, operadores de caixa e assistentes administrativos. No Brasil, 16,8% da força de trabalho feminina formal está nessas ocupações, mais que o dobro da proporção observada entre os homens, de 6,7%.