Resumo objetivo:
A Imperadores do Samba sagrou-se bicampeã do Grupo Ouro do Carnaval 2026 de Porto Alegre, com 236,9 pontos e um enredo sobre a princesa africana Orin Alá. A Acadêmicos de Gravataí foi vice-campeita, e as escolas Império do Sol e Imperatriz foram rebaixadas para o Grupo Prata.
Principais tópicos abordados:
1. Resultados e classificação do Grupo Ouro (campeã, vice, rebaixamentos).
2. Descrição dos enredos das escolas principais, com foco em temas afro-brasileiros, indígenas e de espiritualidade.
3. Estrutura do evento, incluindo local, público e critérios de julgamento.
4. Resultados das séries de acesso (Prata e Bronze) e os movimentos de subida e descida entre os grupos.
A Imperadores do Samba é a grande campeã do Grupo Ouro do Carnaval 2026 de Porto Alegre. Com 236,9 pontos, a escola garantiu o título, pelo segundo ano consecutivo, na apuração realizada nesta segunda-feira (2), no Complexo Cultural Porto Seco, na zona norte da Capital. Este é o 23º título da história da escola de samba.
Com o enredo “Orin Alá – Canto para Sonhar”, a Imperadores levou para a avenida a lenda da princesa africana Orin Alá. A narrativa percorreu a ruptura da paz em sua terra natal, o sequestro por navios negreiros e a resistência por meio do canto sagrado já em solo brasileiro. O desfile exaltou a voz como instrumento de cura e liberdade, capaz de reconectar o povo escravizado às suas raízes e identidade africana.
A vice-campeã foi a Acadêmicos de Gravataí, que somou 228,6 pontos com o enredo “Amazônia Táwapayêra – A Aldeia Guardiã dos Encantos da Floresta”. A escola apresentou um mergulho nas raízes de um Brasil indígena, caboclo e ribeirinho, tratando a floresta como território sagrado de mitos e ancestralidades.
A vice-campeã foi a Acadêmicos de Gravataí, que somou 228,6 pontos com o enredo “Amazônia Táwapayêra – A Aldeia Guardiã dos Encantos da Floresta”. A escola apresentou um mergulho nas raízes de um Brasil indígena, caboclo e ribeirinho, tratando a floresta como território sagrado de mitos e ancestralidades.
Na terceira colocação, com 227,5 pontos, ficou a Fidalgos e Aristocratas, com o enredo “No meu Patuá carrego a minha Fé”. O desfile explorou a espiritualidade brasileira, destacando a força dos amuletos, das rezas e da proteção que acompanha o povo em sua trajetória.
Império do Sol e Imperatriz terminaram nas últimas posições e foram rebaixadas para o Grupo Prata em 2027.
O Carnaval 2026, realizado no Complexo Cultural do Porto Seco, na avenida Carlos Alberto Roxo, reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo a prefeitura. A apuração levou em conta os quesitos bateria, samba-enredo, harmonia, tema-enredo, fantasia, alegorias, evolução e mestre-sala e porta-bandeira, que foram avaliados por 32 jurados.
A secretária municipal da Cultura, Liliana Cardoso Duarte, celebrou os desfiles deste ano. Para ela, todas as escolas cumpriram seu papel na avenida. “As agremiações fizeram uma entrega profissional que lotou camarotes, arquibancadas. O melhor da cultura popular”, afirmou.
Séries Prata e Bronze
Na Série Prata, a campeã foi a Copacabana, com o enredo “No sagrado terreiro da Bahia a sereia canta, a ancestralidade”. A escola exaltou a força espiritual, cultural e histórica da Bahia como território da fé afro-brasileira, destacando o sincretismo religioso, os orixás, os terreiros e a resistência do povo negro. Copacabana e a vice-campeã, Protegidos, sobem para o Grupo Ouro em 2027.
Vila do IAPI e Cohab Santa Rita foram rebaixadas para o Grupo Bronze.
Na Série Bronze, a campeã foi a Academia de Samba Puro, que garantiu acesso ao Grupo Prata em 2027 ao lado da vice-campeã Guajuviras.