Principais pontos da notícia:
A seleção de Marrocos, primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo, trocou de técnico a pouco mais de três meses do torneio, substituindo Walid Regragui por Mohamed Ouahbi. A mudança, considerada arriscada devido ao curto tempo de adaptação, pode beneficiar o Brasil, já que Regragui era respeitado por ter levado Marrocos às semifinais em 2022. No entanto, o artigo pondera que o futebol desafia a lógica e um novo técnico pode surpreender.
Tópicos principais abordados:
1. A troca de técnico na seleção marroquina às vésperas da Copa do Mundo.
2. A análise dos riscos e possíveis impactos dessa mudança no confronto contra o Brasil.
3. O contraste entre o trabalho consolidado do ex-técnico Regragui e o novo projeto de Ouahbi.
Eis uma notÃcia que, para a seleção brasileira, que tenta se acertar sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, é boa a pouco mais de três meses do inÃcio da Copa do Mundo.
Marrocos, primeiro adversário do Brasil, trocou de treinador. Saiu Walid Regragui, 50, francês de nascimento, entrou Mohamed Ouahbi, 49, belga de nascimento.
Ouahbi chega credenciado por ter levado a seleção sub-20 de Marrocos ao tÃtulo mundial em outubro do ano passado, no Chile, invicto (seis vitórias e um empate com vitória nos pênaltis), derrotando favoritos como Brasil, Espanha e, na final, Argentina.
A ideia é que ele faça uma transição de nomes na seleção principal, dando mais espaço a uma geração de jovens que já mostrou resultado e que tende a se manter promissora, com vistas à Copa de 2030, na qual Marrocos será coanfitrião (junto de Espanha e Portugal).
A ideia é ótima. Porém o "timing", não. à natural, quando um técnico assume uma equipe, que ele precise de algum tempo (mais que três meses) para que os jogadores (os que ficam e os novos, que se juntarão ao grupo) adaptem-se a ele, aos seus métodos, ao seu estilo, à sua personalidade. Não é automático.
Pode até ser que um entendimento ocorra rapidamente, pois o futebol não é uma ciência exata, mas não é provável.
Exceção ocorreu justamente com Regragui, que tomou as rédeas de Marrocos a menos de três meses da Copa de 2022, no Qatar, e, inesperadamente, levou a seleção, amparando-se em sólida estrutura defensiva, à s semifinais ânunca um paÃs africano chegou tão longe.
Mesmo desgastado por não ter conseguido, em duas oportunidades, um desejado e até esperado tÃtulo continental para Marrocos na Copa Africana de Nações (queda nas oitavas de final em janeiro de 2024 e vice, em casa, em janeiro deste ano), Regragui tornou Marrocos a mais respeitada seleção da Ãfrica.
Tanto que, para o Brasil, a estreia na Copa diante da seleção marroquina, definida em sorteio, não foi bom negócio. Previu-se de antemão uma partida dificÃlima. Agora, com a saÃda de Regragui, pode não ser tanto assim.
Alguns falarão que, quando assume um novo técnico, o time cresce, pois "todos querem mostrar serviço" ao chefe recém-chegado.
à verdade, porém não basta só vontade e dedicação. à necessário a parte tática funcionar e, por mais que Ouahbi não pretenda fazer mudanças drásticas na forma de Marrocos jogar, ele implantará o seu jeito, as suas diretrizes, que não são idênticas às do antecessor.
Não estou aqui para construir, porque as bases já estão firmes. Estou aqui para manter a performance
Marrocos, com Ouahbi, tentará ter mais posse de bola e fazer, pelo menos em alguns momentos do jogo, pressão na saÃda de bola dos adversários. São caracterÃsticas que levam algum tempo para tornarem-se constantes e eficazes.
à um movimento arriscado da federação marroquina. Na teoria, o Brasil agradece. Na prática, o jogo de 13 de junho em East Rutherford (EUA), dirá.
Se a seleção de Ancelotti ganhar, conforme preconiza a lógica, os marroquinos se arrependerão de não terem mais no banco de reservas "a lenda" Regragui â assim o lateral e capitão Hakimi, craque do time, referiu-se a ele ao saber da troca.
Se os Leões do Atlas forem os vencedores, mais uma "lenda", no caso Ouahbi, poderá estar nascendo, muito mais cedo que o previsto e mostrando que o futebol, não pela primeira vez nem pela última, desafia a lógica quando menos se espera.