A pesquisa Datafolha indica um cenário de empate técnico entre o ministro Fernando Haddad e o senador Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno presidencial, com 41% e 43% dos votos, respectivamente. No primeiro turno, Lula lidera com 46%, enquanto Haddad tem 21%, mas sua competitividade no segundo turno o coloca como um "plano B" viável dentro do PT, caso Lula desista. O assunto é tratado com reserva no partido, pois Lula é o candidato preferencial e já declarou sua disposição para concorrer, desde que mantenha boa saúde.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de disputa de segundo turno nas eleições presidenciais.
De acordo com pesquisa Datafolha realizada entre os dias 3 e 5 deste mês, Flávio teria 43% dos votos contra 41% de Haddad.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por isso o quadro é considerado de equilÃbrio, com possibilidade de vitória para qualquer um dos dois candidatos.
Já Lula tem 46% dos votos, contra os mesmos 43% de Flávio, mostra a mesma pesquisa, divulgada neste sábado (7).
O presidente é bem mais conhecido pelos eleitores do que Haddad, o que pode explicar a desvantagem do ministro na comparação com o desempenho do mandatário
Segundo o levantamento, praticamente 100% sabem quem é Lula, contra 86% que dizem conhecer Haddad.
No primeiro turno, Haddad teria hoje 21% dos votos, contra 33% de Flávio Bolsonaro, 11% de Ratinho Jr., 5% de Romeu Zema, 4% de Renan Santos e 2% de Aldo Rebelo.
Os números do Datafolha se aproximam de sondagens que já chegaram ao conhecimento do PT e do Palácio do Planalto.
O fato de Haddad ser competitivo como candidato a presidente já leva lideranças do partido a enxergarem nele um plano B viável caso Lula, em um cenário considerado improvável, mas não impossÃvel, desista de concorrer à Presidência.
Lula é considerado o mais forte candidato que a legenda poderia apresentar ao eleitorado. Uma eventual candidatura de Haddad, por outro lado, representaria uma grande novidade nas eleições, enquanto o presidente estaria disputando o seu quarto mandato.
A rejeição a Lula é de 46%, enquanto a de Haddad é de 27%.
O tema é considerado tabu no PT e discutido de forma reservada.
Um dirigente do partido afirmou à coluna que as pessoas "falam baixo" e não têm coragem sequer de levar a ideia ao conhecimento de Haddad, que rechaçaria a hipótese na hora. E menos ainda a Lula.
O presidente já disse que é candidato à reeleição e mostra disposição de enfrentar a disputa, tendo Haddad como candidato ao governo de São Paulo.
Em algumas situações, no entanto, o petista afirma que só fará isso se estiver com a saúde boa, como ocorre atualmente.
Em outros momentos, demonstra contrariedade com o quadro polÃtico atual e as limitações impostas ao exercÃcio da Presidência, hoje bem maiores do que as que ele enfrentou em seus dois mandatos anteriores.
São essas manifestações que abrem as brechas para que alternativas sejam consideradas.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municÃpios e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.