Resumo objetivo:
Donald Trump anunciou uma coalizão de países latino-americanos, chamada "Escudo da América", para combater cartéis de drogas, alegando que esses grupos representam uma ameaça à segurança regional e dos EUA. O evento reuniu principalmente líderes de direita alinhados aos EUA, como os presidentes da Argentina, El Salvador e Chile, excluindo nações governadas pela esquerda, como Brasil, Colômbia e México. Durante o discurso, Trump criticou fortemente os cartéis mexicanos, mencionou relações com Venezuela e Cuba, mas não detalhou o funcionamento prático da coalizão.
Principais tópicos abordados:
1. Anúncio da coalizão "Escudo da América" contra cartéis.
2. Exclusão de líderes de esquerda e alinhamento com governos de direita.
3. Críticas ao México como epicentro do problema dos cartéis.
4. Menções às relações dos EUA com Venezuela e Cuba.
5. Falta de detalhes operacionais sobre a coalizão.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a coalizão entre paÃses da América Latina para combater cartéis. O republicano recebe, neste sábado (7), lÃderes latinos para o evento batizado como "Escudo da América". "Vamos fazer coisas incrÃveis, a região de vocês foi abandonada pelos EUA, que olhou para regiões em que nem era bem recebido", disse o presidente.
O evento acontece no resort de Trump em Doral, no subúrbio de Miami. Entre os presentes estão o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele e o recém-eleito presidente do Chile, Jose Antonio Kast.
O encontro foi marcado na esteira da chamada "Doutrina Donroe", versão de Trump para a Doutrina Monroe, em que promete intervir para promover interesses dos EUA no hemisfério ocidental, aumentar a segurança americana e interromper a influência de paÃses como a China.
Durante o discurso, o republicano afirmou que a coalizão é importante, uma vez que os cartéis crescem rapidamente na região "e, em geral, estão ligados com tráfico de drogas". Ele ainda reiterou que é "inaceitável" que paÃses tenham cartéis que estão, cada vez mais, sofisticados com um poder militar maior que o do paÃs em que operam.
Apesar de apresentar os problemas dos cartéis e o combate ao tráfico de drogas, não foi detalhado como a coalizão entre os paÃses vai funcionar.
"Eles ameaçam a polÃcia de vocês. Nossas forças já têm trabalhado para combater isso, mas vamos aprofundar e expandir", disse ele que repetiu que os cartéis são responsáveis por causar caos e problemas. No evento, Trump convidou presidentes mais alinhados com a direita e deixou de fora presidentes do Brasil, Colômbia e México, paÃses governados por lÃderes de esquerda ou centro-esquerda.
Mesmo com a ausência da presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, no evento, Trump citou que o principal problema para o hemisfério, no quesito cartéis, é o México. "Os cartéis do México são responsáveis pelo derramamento de sangue. Nós vamos fazer o que for preciso para defender nossa segurança nacional", afirmou ele.
"Temos que erradicar, estão piorando e tomando controle do México. Não podemos permitir, eles estão proximos demais de nós", disse Trump. Apesar das crÃticas ao México, Trump diz que gosta da presidente do paÃs, a considera uma presidente boa e disse que é uma "mulher linda".
Trump também aproveitou o discurso para falar sobre a relação com a Venezuela âque foi formalmente restabelecida nesta semanaâ e elogiou a relação construÃda com Delcy RodrÃguez, vice de Nicolás Maduro, que tem trabalhado ao lado dos EUA desde o ataque em Caracas no inÃcio do ano.
"Ela está fazendo um trabalho fantástico, mas só digo isso porque ela está colaborando com os EUA. Se não, diria que está fazendo um trabalho horrÃvel."
O presidente americano ainda falou que está "conquistando uma grande vitória na Venezuela" e falou, novamente, que os EUA vão para Cuba. "Eles estão no fundo do poço, não tem dinheiro, não tem petróleo, tem uma filosofia ruim", afirmou.
"Eles querem negociar e eles estão negociando com o Marco Rubio. Há 50 anos, eu ouço falar de Cuba, mas o paÃs está nos últimos momentos e vai ter uma nova vida", afirmou o republicano. "Estamos focados no Irã, mas vamos fazer isso nos próximos dias."
Cuba enfrenta uma de suas mais graves crises desde a revolução de 1959 devido à pressão de Washington. O embargo de petróleo imposto por Trump aprofundou a crise que a ilha enfrenta há anos, com escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo.
Após o evento com os lÃderes, Trump embarca para Dover, no estado de Delaware, para participar de uma cerimônia em homenagem os seis militares americanos que morreram durante a Guerra no Irã.
"Uma triste situação, vou saudar as famÃlias dos heróis que estão vindo para casa do Irã. Eles estão vindo de uma forma diferente que eles imaginaram que viriam. Mas, eles são heróis para o nosso paÃs e vamos manter desta forma. Quando se trata de guerra, sempre há isso", disse o presidente.
Apesar de lamentar pela morte dos americanos, Trump afirmou, por diversas vezes, que apesar dos esforços, mais mortes de americanos podem acontecer ao longo dos conflitos.