Resumo objetivo:
Israel ameaçou o Líbano com graves consequências se não conter o Hezbollah, enquanto intensificava seus ataques no país, resultando em dezenas de mortos. A escalada ocorre após o grupo libanês ter iniciado confrontos com Israel, que respondeu com uma rara operação terrestre no leste do Líbano sob o pretexto de buscar restos mortais de um soldado desaparecido. Os combates já causaram centenas de mortes e um deslocamento em massa de civis sem precedentes no Líbano.
Principais tópicos abordados:
1. Ameaça e retórica belicista de Israel contra o Estado libanês.
2. Escalada militar e operação israelense profunda em território libanês.
3. Conflito entre Israel e Hezbollah e suas graves consequências humanitárias (mortes e deslocamento).
4. Contexto do acordo de 2024 e a presença de Hezbollah na fronteira como pano de fundo do conflito.
Israel afirmou neste sábado (7) que o LÃbano pagará um "preço muito alto" caso não controle o Hezbollah, enquanto bombardeava redutos do grupo fundamentalista em todo o paÃs, deixando ao menos 41 mortos no leste, segundo Beirute.
"Se a escolha for entre proteger nossos civis e nossos soldados ou proteger o Estado do LÃbano, escolheremos a proteção de nossos civis e soldados, e o governo libanês e o LÃbano pagarão um preço muito alto", disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, dirigindo-se ao presidente libanês, Joseph Aoun, em um comunicado.
Ele se referia a um acordo de 2024 segundo o qual apenas as forças de paz da ONU e o Exército libanês estão autorizados a portar armas ao sul do rio Litani, uma área de fronteira com o Estado judeu. Israel deveria ter retirado todas as suas forças, mas manteve tropas em cinco pontos que considera estratégicos e efetuou bombardeios regulares devido à recusa do Hezbollah em depor as armas.
Katz acrescentou que Israel não tem reivindicações territoriais contra o LÃbano, mas não permitiria uma situação em que pudesse haver disparos contra Israel a partir do paÃs vizinho.
O LÃbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio na segunda-feira (2), quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel, que respondeu com ataques que forçaram centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas.
Durante a noite desta sexta (6), helicópteros israelenses desembarcaram tropas perto da cidade de Nabi Chit, no Vale do Bekaa, no leste do LÃbano, em uma rara operação aerotransportada. Os militares disseram que o objetivo da operação era buscar os restos mortais de Ron Arad, um navegador da Força Aérea Israelense desaparecido no LÃbano desde 1986. No entanto, nada relacionado a ele foi encontrado.
O Hezbollah afirmou em um comunicado que disparou contra tropas israelenses na região. "O confronto se intensificou depois que as forças inimigas foram descobertas", disse a milÃcia ao afirmar que as tropas israelenses executaram ataques intensos antes de se retirarem. Segundo Tel Aviv, nenhum de seus soldados ficou ferido.
Até agora, mais de 200 pessoas morreram em ataques israelenses em todo o LÃbano, e as ordens de evacuação deslocaram cerca de 300 mil pessoas, das quais apenas um terço está vivendo em abrigos do governo. Na sexta, um funcionário de alto escalão da ONU descreveu o deslocamento à agência de notÃcias Reuters como "sem precedentes".
Somente nas últimas 24 horas, 41 pessoas morreram na região de Nabi Chit e em localidades vizinhas do distrito de Baalbek, segundo o Ministério da Saúde de Beirute. O Exército libanês afirmou que três de seus soldados estavam entre as vÃtimas.
Tel Aviv não se pronunciou até o momento, mas, se a informação for confirmada, esta seria a operação israelense mais profunda em território libanês desde novembro de 2024, quando tropas de elite prenderam um agente do Hezbollah, Imad Amhaz, em Batroun, no norte do paÃs.