Resumo objetivo:
Membros do Ministério Público estão pressionando o presidente Lula para vetar um artigo da nova lei antifacção que elimina o Tribunal do Júri para crimes cometidos por organizações criminosas ultraviolentas. Eles argumentam que a medida viola o princípio do juiz natural e retira da sociedade o direito de se manifestar democraticamente sobre esses casos. Como exemplo, citam que os júris têm sido rigorosos, com altos índices de condenação.
Principais tópicos abordados:
1. A mobilização do Ministério Público por um veto presidencial a um artigo específico da lei antifacção.
2. O conteúdo do artigo: a retirada da competência do Tribunal do Júri para crimes de homicídio ligados ao crime organizado.
3. Os argumentos contra o artigo: violação do princípio do juiz natural e afastamento da participação da sociedade na aplicação da justiça.
Membros do Ministério Público iniciaram uma mobilização junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que vete um artigo do projeto de lei antifacção, recém-aprovado pelo Congresso, que elimina o Tribunal do Júri em crimes cometidos por organizações criminosas ultraviolentas, grupos paramilitares ou milÃcias privadas.
Essas tipos de crimes foram criados pela nova lei, aprovada com o intuito de coibir a ação do crime organizado.
Nesta sexta-feira (6), o procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, Paulo Sergio de Oliveira e Costa, gravou um vÃdeo defendendo o veto.
O artigo aprovado, segundo ele, viola o princÃpio do juiz natural, que nos homicÃdios é o Tribunal do Júri. "As estatÃsticas mostram que os conselhos de sentença têm sido muito duros nesses casos, alcançando em São Paulo Ãndice superior a 82% de condenação", declarou.
Na última quinta-feira (5), duas entidades da categoria, a Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) e o CNPG (Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministério Públicos dos Estados e da União), enviaram uma carta a Lula também cobrando o veto.
"A admissão dessa retirada de homicÃdios vinculados ao crime organizado da esfera de competência do Tribunal do Júri impede que a própria sociedade se manifeste democraticamente e aplique, nos casos concretos, o seu sentimento e entendimento de justiça", argumentam as entidades.