Resumo dos pontos principais:
A ex-imperatriz iraniana Farah Pahlavi, no exílio desde 1979, ofereceu seu filho Reza como alternativa para estabelecer um "Estado de direito" no Irã, embora suas chances sejam consideradas baixas. Paralelamente, no Brasil, o procurador-geral Paulo Gonet pediu o arquivamento do inquérito sobre as joias sauditas recebidas por Jair Bolsonaro. Além disso, o MDB disponibilizará digitalmente as atas de sua Executiva Nacional para marcar seus 60 anos.
Principais tópicos abordados:
1. A proposta política da família Pahlavi para o Irã.
2. O arquivamento do caso das joias sauditas no Brasil.
3. A digitalização do acervo histórico do MDB.
Dado o tamanho da encrenca no Irã deu-se o óbvio: a ex-imperatriz Farah Pahlavi ofereceu seu filho Reza como alternativa para o estabelecimento de um "Estado de direito" no paÃs. Ela tem 87 anos e, desde 1979, vive entre Paris e os Estados Unidos. Reza tem 65 anos e deixou o Irã em 1979.
Os Pahlavi intitulam-se uma dinastia, iniciada em 1925 pelo avô de Reza, um oficial da brigada de cossacos persas.
Farah acompanhou o marido, o "Rei dos Reis" no exÃlio. Sua vida acumula glórias e sofrimentos. Ela era uma estudante de arquitetura em Paris, quando foi apresentada ao Xá Reza Pahlavi, que buscava uma nova mulher. Enquanto o marido era um imperador de opereta, ela foi uma imperatriz classuda, amiga de pintores e de costureiros.
Tiveram quatro filhos e dois mataram-se no exÃlio.
Suas chances com o filho Reza são poucas, mas também eram poucas suas chances de virar imperatriz.
Sem choro nem vela
No meio da tempestade provocada pelos celulares de Daniel Vorcaro, a repórter Pepita Ortega revelou que o procurador-geral Paulo Gonet pediu o arquivamento do inquérito das joias sauditas presenteados ao então presidente Jair Bolsonaro em 2021. Ora as joias valiam R$ 16,5 milhões, ora caÃram para R$ 5 milhões.
Em 2023, durante semanas, as joias sauditas foram o principal assunto da polÃtica.
Passados cinco anos, a PGR mandou o inquérito ao arquivo, e o caso vai para a sepultura.
Presente na rede
No próximo dia 24, o MDB completa 60 anos e irão para a rede, digitalizadas, as atas das reuniões de sua Executiva Nacional. O acervo ficará no site da Fundação Ulysses Guimarães.
O MDB teve várias encarnações. Em 1970 discutia sua autodissolução. Quatro anos depois, surrou a ditadura e mais tarde acabou tornando-se o maior partido do paÃs e, daà em diante, aos poucos definhou.
Essas atas permitirão uma visita à memória de Ulysses Guimarães (1916-1992).