A Polícia Civil do Rio indiciou quatro homens e um adolescente pela acusação de estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana, com os acusados adultos sendo considerados foragidos. O crime ocorreu após a vítima ser atraída a um apartamento, onde foi trancada e agredida física e psicologicamente. Dois dos acusados são estudantes do Colégio Pedro II, cujo grêmio e administração cobram e já iniciaram o processo de expulsão dos envolvidos.
Principais tópicos abordados:
1. Ação policial e situação dos acusados.
2. Relato detalhado da dinâmica do crime.
3. Repercussão institucional no colégio dos envolvidos.
A 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana indiciou quatro homens de 18 anos e um adolescente envolvidos em um estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana, zona sul do Rio. A Polícia Civil pediu a prisão dos quatro homens por crime de estupro e a detenção de um adolescente que responderá por crime análogo.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos não foram encontrados e são considerados foragidos pela polícia.
O relato da vítima aos agentes policiais informa que no dia 31 de janeiro ela recebeu uma mensagem de um colega de escola que a convidava à casa de um amigo. Quando chegou ao prédio, o colega insinuou que fariam “algo diferente”, proposta recusada pela vítima.
Dentro do apartamento, ela foi trancada em um quarto enquanto quatro homens insistiam em ter relações sexuais com ela e diante das negativas, passaram a despi-la e a forçá-la, mediante violência física e psicológica, a manter atos libidinosos.
Ao G1, a defesa de João Gabriel nega o crime. Advogados dos outros suspeitos ainda não se manifestaram.
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Dois dos acusados são estudantes do Colégio Pedro II campus Humaitá e o grêmio estudantil da unidade cobrou, em nota publicada nas redes sociais no sábado (28), a expulsão dos envolvidos de forma “imediata” e ações mais concretas no combate a casos de assédio na instituição.
No mesmo dia, o Colégio Pedro II do campus Humaitá publicou uma nota em seu site e informou que assim que soube do ocorrido “procedeu com todas as ações necessárias, incluindo acolhimento à família da vítima, mantendo o devido sigilo conforme requisição das autoridades cabíveis”, além de afirmar que segue com o processo de desligamento dos estudantes “iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da procuradoria federal”.