Resumo objetivo:
Dezenove associações do setor de materiais de construção vão lançar o Fórum das Entidades da Indústria de Materiais de Construção (FMC) para unificar sua representação e ampliar seu poder de voz junto ao governo. O objetivo principal é discutir políticas públicas, com foco em temas como o alto custo de financiamento, a complexidade fiscal e o programa habitacional "Reforma Casa Brasil". A agenda do fórum também inclui pautas de sustentabilidade, inovação, eficiência construtiva e descarbonização da indústria.
Principais tópicos abordados:
1. Criação e objetivo do Fórum: Unificação setorial para fortalecer a representação política.
2. Agenda econômica e política: Críticas ao custo de financiamento e complexidade fiscal, e atuação em programas governamentais (como o Reforma Casa Brasil).
3. Agenda técnica e sustentável: Discussões sobre descarbonização, eficiência, inovação, redução de desperdícios e qualificação da mão de obra.
4. Contexto do setor: Importância econômica (R$ 62 bi/ano) e oportunidade de crescimento frente ao déficit habitacional.
A indústria de materiais de construção se organiza para ampliar o poder de voz junto ao setor público e debater temas caros ao empresariado, como o alto custo de financiamento e a complexidade fiscal no paÃs.
Para isso, 19 associações dos mais variados segmentos da construção vão lançar na próxima quinta-feira (12) o FMC (Fórum das Entidades da Indústria de Materiais de Construção). O objetivo é organizar os interesses do setor, hoje pulverizado em diversas entidades setoriais, ampliando a representação em debates de polÃticas habitacionais e pautas de sustentabilidade e inovação.
O ato inicial será realizado durante a Expo Revestir, em São Paulo.
Também estarão na pauta do grupo temas como a descarbonização e a eficiência construtiva.
Hoje, compõem o setor de materiais de construção empresas dos ramos de vidro, cimento, alumÃnio, cerâmica e tintas. Essas companhias se reúnem principalmente na Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), uma das fundadoras do fórum.
Segundo o grupo, uma das prioridades do FMC será o programa de crédito popular Reforma Casa Brasil, do governo Lula, voltado a reformas residenciais em áreas urbanas. Neste ambiente, o fórum quer ampliar a participação das empresas deste elo da construção civil junto ao Executivo, a Caixa Econômica Federal, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e outros órgãos de fomento.
"Com pauta propositiva, o FMC quer discutir temas como redução de desperdÃcios, aumento de produtividade, inovação e redução de emissões de gases de efeito estufa. Custo da energia, qualificação de mão-de-obra e normas técnicas também estão na agenda das reuniões marcadas para as próximas semanas em BrasÃlia", afirma o grupo em nota.
O setor movimenta R$ 62 bilhões por ano e emprega mais de 640 mil pessoas no paÃs. Apesar desse porte, diante do elevado déficit habitacional e do grande número de moradias classificadas como inadequadas pelo Ministério das Cidades, o segmento vê espaço para manter a indústria ativa e preservar o ritmo de produção em patamares estáveis.