Resumo objetivo:
A notícia relata a trajetória de Orlando Gazzola Júnior (Orlandinho), fundador da distribuidora de alimentos GTS, que começou a trabalhar ainda na infância e construiu o negócio ao longo de cinco décadas. O ponto de virada ocorreu nos anos 1990, com a aposta bem-sucedida na distribuição de um pirulito que se tornou um sucesso no mercado. Ele faleceu em janeiro de 2024, aos 77 anos, deixando esposa, três filhos e seis netos.
Principais tópicos abordados:
1. Trajetória profissional: infância trabalhando no comércio da família, fundação e crescimento da distribuidora GTS.
2. Fato decisivo para o negócio: investimento e persistência na distribuição de um pirulito nos anos 1990.
3. Vida pessoal e valores: formação da família, importância da educação dos filhos, vida social e ajuda ao próximo.
4. Óbito: circunstâncias do acidente doméstico que levou à internação e sua morte aos 77 anos.
Referência na venda de guloseimas, quando menino Orlando Gazzola Júnior não teve as mesmas oportunidades da maioria das crianças de hoje, uma das principais clientelas de sua distribuidora de produtos alimentÃcios.
Aos 8 anos de idade, Orlandinho, como foi chamado até o fim da vida, entregava de bicicleta carnes do açougue do pai em JundiaÃ, no interior de São Paulo.
Por causa do comércio da famÃlia, aos 12 anos já sabia dirigir caminhão. Foi na boleia que começou a ganhar a vida. Desbravou o paÃs puxando carga de gado, diante de todas as dificuldades que a estrada impõe.
Também trabalhou na concessionária de automóveis de um parente âaté encontrar uma pessoa que estava começando a revender uma marca de biscoitos em meados da década de 1960. Com mais um sócio, começaram o negócio.
A sociedade que fundou a GTS, das siglas Gazzola, Turini e Silva, avançou no tempo. Ao longo de mais de cinco décadas, a empresa cresceu e mudou de endereço mais de uma vez.
Na loja, que durante os anos perdeu um dos sócios (o S, da sigla), ele era o comprador.
Certa vez, um comerciante, que havia recebido dicas importantes de Orlandinho para abrir sua distribuidora em Curitiba, o aconselhou a investir na compra de um novo pirulito que estava chegando ao mercado. Naquela época, na década de 1990, a capital paranaense era referência para testagem de marcas.
"Ele fez uma grande aposta, mas, a princÃpio, não deu certo, não vendeu. Porém, insistiu e quando [o doce] começou a fazer sucesso, só meu pai tinha. Virou a chave da GTS", diz o filho Orlando Neto.
Foi a partir de seu trabalho que formou famÃlia. Na década de 1980, conta a filha JanaÃna, foi fazer entrega em um supermercado. Lá conheceu Fátima, promotora de produtos. Casaram-se em 1984.
Se não teve muito estudo âcursou até a quinta série do antigo primárioâ, fez questão de ver os três filhos formados na faculdade.
Orlandinho tinha uma vida social intensa e estava sempre rodeado de amigos. Num domingo pela manhã ia à missa, ao velório e a inúmeros bares. Nem ficava muito tempo para conseguir percorrer o maior número de lugares.
Com seu jeitão simples, não demonstrava grandes ambições. E costumava ajudar as pessoas.
Os seis netos eram seu xodó. Em maio de 2023, comprou uma caminhonete e colocou todos na caçamba para uma foto.
Dois meses depois, em um sábado, após o trabalho e sua "via sacra" com os amigos, caiu em uma escada em casa. Bateu a cabeça e necessitou de cem dias de internação. As sequelas ficaram.
Orlando Gazzola Júnior morreu no último dia 23 de janeiro, aos 77 anos. Deixou a mulher, Fátima, os filhos, JanaÃna, Orlando Neto e Gabriel, além dos netos, Luiza, Beatriz, Valentina, Caetano, Giovana e Arthur.
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