Resumo objetivo:
O atleta ugandense Jacob Kiplimo estabeleceu um novo recorde mundial da meia maratona, completando a prova em Lisboa em 57 minutos e 20 segundos. Ele quebrou a marca anterior do etíope Yomif Kejelcha em 10 segundos, após uma corrida em que acelerou decisivamente após os 15 km.
Principais tópicos abordados:
1. A conquista do novo recorde mundial da meia maratona por Jacob Kiplimo.
2. Os detalhes da corrida e a estratégia que levou ao recorde.
3. Contexto sobre performances anteriores de Kiplimo, incluindo um recorde não homologado e sua vitória na Maratona de Chicago.
O atleta ugandense Jacob Kiplimo, 25, estabeleceu um novo recorde mundial da meia maratona ao concluir a prova deste domingo (8) em Lisboa em 57min20s, melhorando em 10 segundos a marca estabelecida em 2024 pelo etÃope Yomif Kejelcha.
Kiplimo já havia batido o recorde mundial da distância em na capital portuguesa em 2021, antes de Kejelcha melhorá-lo em um segundo em Valência.
Em uma corrida sem lebres, Kiplimo cobriu os primeiros 5 km em rapidÃssimos 13min28s, com os quenianos Nicholas Kipkorir e Gilbert Kiprotich colados em seus calcanhares.
Após passar os 10 km em 27min00s, Kiprotich ficou para trás e na passagem pelo km 15 (em 40min52s), Kiplimo deu a arrancada definitiva e cobriu os 5 km seguintes em 13min31s, um ritmo que manteve até o final.
"Depois dos primeiros 10 km pensei que o recorde mundial era possÃvel. Tentei continuar forçando o ritmo nos dois últimos quilômetros", afirmou na chegada o novo recordista.
Kipkorir cruzou a linha 48 segundos depois, com Kiprotich bem atrás na terceira posição.
Kiplimo correu em 56min42s em Barcelona no ano passado, mas a World Athletics não homologou a marca porque "as condições da corrida não cumpriam plenamente as regras" da federação internacional.
A etÃope Tsige Gebreselama revalidou o tÃtulo feminino com um tempo de 1h04min48s.
Em outubro, Kiplimo venceu a Maratona de Chicago com tranquilidade, em apenas sua segunda corrida nessa distância. Ele terminou cruzou a linha de chegada em 2h02min23, 1min31s à frente do segundo colocado.
Kiplimo também já correu a São Silvestre, tradicional prova realizada em São Paulo. Em 2019, protagonizou um momento tragicômico: por milésimos de segundo, perdeu a primeira colocação para o queniano Kibiwott Kandie e ficou em segundo. Kandie cruzou a faixa com 42min59s, e Kiplimo, com 43min00s.
Na ocasião, disse: "Eu não esperava que ele estivesse vindo tão rápido. Quando percebi, ele me passou". Os dois passos custaram ao corredor R$ 47 mil, diferença à época, entre a premiação para o vencedor (R$ 94 mil) e o segundo colocado (R$ 47 mil).