Resumo objetivo:
O artigo denuncia a existência de mensagens trocadas entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, indicando um relacionamento pessoal próximo que contrasta com as negativas públicas do magistrado. A reportagem critica a falta de uma investigação formal sobre o caso por parte do Procurador-Geral da República, sugerindo que isso compromete a seriedade das instituições.
Principais tópicos abordados:
1. A revelação de mensagens privadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
2. A acusação de intimidade e encontros pessoais entre o ministro e o banqueiro.
3. A crítica à inação do Procurador-Geral da República em abrir investigação.
4. A alegação de que o caso expõe um conflito de interesses e falha institucional.
Só numa república bananeira como o Brasil um juiz da corte constitucional que tem relações com o lÃder de uma organização criminosa ainda não foi âe tudo indica que não seráâ investigado.
Como revelado pelo jornal O Globo, no dia em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes trocaram nove mensagens entre as 7h19 e as 20h48. Por duas vezes, o então dono do Master pergunta ao ministro do STF se ele tem alguma novidade e, ainda, "Conseguiu bloquear?". Em outros trechos, atualiza Moraes sobre negociações da venda do banco e faz referência ao inquérito sigiloso que provocou sua prisão.
Ambos escreviam em blocos de notas, tiravam prints e enviavam por mensagem de visualização única, que é apagada logo depois. Só é possÃvel ver o conteúdo dos envios de Vorcaro porque o material ao qual O Globo teve acesso foi obtido do seu celular e, segundo o jornal, periciado pela PolÃcia Federal por meio de um software que, na prática, reverte a visualização única. O número do telefone de Moraes é visÃvel e foi checado pela reportagem.
Há uma expressão popular que define a revelação dessas mensagens: batom na cueca. Afinal, Moraes sempre negou qualquer relação pessoal com Vorcaro, mas foi com ele que o banqueiro falou no dia da sua prisão ânão com a esposa de Moraes, que tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Master para prestar serviços advocatÃcios que ninguém sabe ao certo quais são. Se isso não é intimidade, o que seria?
E tem mais. Em conversas pelo celular, Vorcaro faz menção a pelo menos seis encontros presenciais com o magistrado, inclusive na casa do banqueiro.
Num paÃs sério, Paulo Gonet, o procurador-geral da República, já teria pedido abertura de investigação contra Moraes para apreender seu celular. Mas esperar por Gonet é como esperar por Godot, da peça de Becket. O Brasil é um teatro do absurdo.
Assim, se o caso for mantido no STF, o juiz com batom na cueca pode vir a participar do julgamento do seu amigo mafioso. Traição suprema aos brasileiros.