Resumo objetivo:
O promotor João Paulo Furlan, afastado do cargo pelo CNMP por estar citado em investigação de compra de votos para a campanha de seu irmão, tomou posse como presidente da associação do Ministério Público do Amapá. Ele defende-se alegando que as provas são ilícitas e que sua nomeação é permitida, já que se trata de uma entidade privada.
Principais tópicos abordados:
1. A posse do promotor afastado na presidência da associação da categoria.
2. As investigações e sanções envolvendo o promotor e seu irmão, o ex-prefeito.
3. A defesa do promotor, que atribui o caso a perseguição política e justifica a legalidade de sua posse.
Mesmo afastado do cargo pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), o promotor João Paulo Furlan tomou posse na última sexta-feira (6) como presidente da associação que representa a categoria no Amapá.
Em janeiro, ele foi suspenso por 60 dias pelo Conselho por ter sido citado em uma investigação sobre compra de votos com cestas básicas e gasolina para a campanha eleitoral de seu irmão, Dr. Furlan (PSD), que até a semana passada era prefeito de Macapá.
O ex-prefeito foi afastado pela Justiça na quarta-feira (4) por suspeita de comandar um esquema de fraudes em licitações na área da saúde. Ele depois renunciou ao cargo dizendo que será candidato ao governo estadual e disse que é alvo de perseguição polÃtica.
O promotor foi eleito em novembro por unanimidade para a chefia da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap) para o biênio 2026-2028.
Sua cerimônia de posse teve a presença do irmão ex-prefeito e de uma conselheira do CNMP, Ivana Cei.
João Paulo Furlan diz que as provas que o ligam ao suposto esquema de compra de voto são ilÃcitas e atribui o caso à perseguição de aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rival polÃtico de seu irmão.
Furlan também afirmou ao Painel que a associação que ele vai presidir é uma entidade privada e que não há proibição no estatuto para que exerça o cargo mesmo estando afastado. Ele disse também que já pediu licença da carreira para presidir a entidade.