Resumo objetivo:
A coligação de esquerda Pacto Histórico, do presidente Gustavo Petro, obteve a maior votação para o Senado colombiano, tornando-se a principal força na casa, mas sem maioria absoluta. Paralelamente, foram definidos os candidatos à presidência nas prévias partidárias, incluindo Iván Cepeda pelo Pacto Histórico. O presidente Petro destacou a necessidade de alianças amplas no Congresso para avançar reformas, como a da saúde.
Principais tópicos abordados:
1. Resultados das eleições legislativas, com vitória do Pacto Histórico no Senado.
2. Definição dos candidatos presidenciais nas prévias partidárias.
3. Reações do governo e planos para reformas sociais no novo Congresso.
Eleições na Colômbia: coligação de Petro conquista maioria no Senado
Com 99% das urnas apuradas, Pacto Histórico obteve 4,4 milhões de votos contra 3 milhões do Centro Democrático; candidatos à presidência foram definidos
O Pacto Histórico, coalizão de esquerda que sustenta o governo Petro, foi eleita a principal força política no Senado colombiano nas eleições legislativas realizadas na Colômbia, neste domingo (08/03).
Com 99% das urnas apuradas, a coligação governista obteve 4. 413.389 (22,72%) votos contra 3.035.261 (15,62%) do Partido Centro Democrático do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), seguido do Partido Conservador Colombiano (1,9 milhão de votos) e União Pelas Pessoas (1 milhão).
Na Câmara dos Representantes, a votação ficou dividida. O Centro Democrático lidera com 2,5 milhões de votos (13.53%), seguido do Partido Liberal Colombiano com 2,1 milhões de votos (10,41%) e do União Pelas Pessoas, com 1 milhão de votos (5,54%). O Pacto Histórico recebeu 915,4 mil votos (4,82%).
O presidente Gustavo Petro comentou o resultado nas redes sociais. “Com base nos resultados preliminares e sem a contagem oficial, é inegável que o Pacto venceu as eleições para o Congresso. No entanto, não possui maioria absoluta, e a ideia de uma ampla Aliança pela Vida e Prosperidade deve ser mantida”, salientou.
“Devemos evitar a repetição do que aconteceu com a ANAPO; os novos membros do Congresso devem estudar, e uma escola de nova política para a Colômbia precisa ser criada. Na próxima sessão do Congresso atual, serão apresentados projetos de reforma social; a reforma da saúde é uma prioridade”, acrescentou.
Ao todo, 41.287.084 colombianos estavam aptos a participar das eleições legislativas deste domingo. Eles elegeram 108 senadores e 188 representantes para a Câmara, totalizando 296 parlamentares que tomarão posse em 20 de julho de 2026.
Primárias
Com o Congresso praticamente definido, a Colômbia entra agora nos 83 dias decisivos que antecedem a eleição presidencial. Neste domingo, também foram realizadas as prévias partidárias com a participação de mais de seis milhões de eleitores que selecionaram candidatos de diferentes blocos políticos que disputarão a presidência do país.
A senadora Paloma Valencia (Centro Democrático) foi a escolhida pelo campo conservador, enquanto o bloco de centro indicou a ex-prefeita de Bogotá, Claudia López (Alianza Verde). Também concorrem o senador Roy Barreras (Frente pela Vida), Sergio Fajardo (Compromisso Cidadão) e Abelardo de la Espriella (Defensores da Patria).
Iván Cepeda, candidato governista pelo Pacto Histórico, garantiu a indicação da esquerda com 1,5 milhão de votos. “Hoje começa nossa segunda etapa. Com uma bancada forte e comprometida, iniciaremos uma nova fase de transformações”, afirmou Cepeda, ao proclamar a vitória da coalização de esquerda no Congresso. “Somos a principal força política na Colômbia. O mais influente, e o que tem a maior bancada hoje no Senado e na Câmara dos Representantes”, declarou.
“Com uma bancada forte e comprometida, iniciaremos uma nova fase de transformações. Aprofundar as mudanças não é extremismo, nem significa dividir o país; significa torná-la apenas mais justa, mais próspera e mais humana”, acrescentou.
Cepeda também atribuiu o bom resultado nas urnas ao desempenho do governo Petro. “Fomos fiéis ao povo. Cumprimos nosso programa governamental em alto grau e sempre colocamos a vida, a dignidade e os interesses do povo em primeiro lugar”, declarou.