Resumo objetivo:
A inflação ao consumidor na China acelerou para 1,3% em fevereiro, o maior patamar em três anos, impulsionada principalmente pelos gastos durante o feriado do Ano Novo Lunar. Paralelamente, a deflação no setor produtivo (PPI) diminuiu, registrando a menor queda anual desde meados de 2024. A notícia contrasta esse cenário com os desafios estruturais da economia, como a crise imobiliária e pressões deflacionárias persistentes, enquanto o governo busca estimular o consumo interno.
Principais tópicos abordados:
1. Inflação ao Consumidor (CPI): Aceleração para 1,3% em fevereiro, com destaque para a alta nos preços de serviços, passagens aéreas e joias.
2. Preços ao Produtor (PPI): Redução do ritmo de deflação, influenciada por preços do petróleo e demanda por capacidade de computação.
3. Contexto Econômico: Metas de crescimento moderadas, pressões deflacionárias, crise no setor imobiliário e desafios no comércio exterior.
4. Políticas e Fatores Conjunturais: Estratégia de estímulo ao gasto interno e o impacto do feriado do Ano Novo Lunar na economia.
O Ãndice de preços ao consumidor na China aumentou 1,3% em fevereiro, o maior nÃvel em três anos, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Escritório Nacional de EstatÃsticas (ONE).
O aumento supera o resultado de 0,2% registrado em janeiro, que por sua vez havia representado um recuo em relação ao 0,8% de dezembro.
As autoridades chinesas defendem uma estratégia de aumento do gasto interno no paÃs, em particular durante o recente feriado do Ano Novo Lunar, quando o paÃs registra o aumento das viagens e das compras.
O governo chinês anunciou uma meta de crescimento anual de 4,5% a 5% para 2026, o menor objetivo desde 1991, com exceção de 2020, quando não foi estabelecida uma meta de expansão, no momento em que a economia enfrentava o impacto da pandemia de Covid-19.
O feriado de nove dias do Ano Novo Lunar impulsionou as viagens domésticas e os gastos dos consumidores, elevando o Ãndice com o aumento dos preços dos serviços.
Os preços das passagens aéreas aumentaram 29,1% em relação ao ano anterior, enquanto os das joias de ouro subiram 76,6%, de acordo com os dados do escritório de estatÃsticas.
O núcleo do Ãndice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis de alimentos e combustÃveis, teve alta de 1,8% em fevereiro em relação ao ano anterior, em comparação com o aumento de 0,8% em janeiro.
Na comparação mensal, os preços ao consumidor avançaram 1%, contra 0,2% em janeiro e expectativa de 0,5%.
A economia tem sido assolada por anos de queda no mercado imobiliário e por incertezas no comércio externo, com as polÃticas protecionistas dos Estados Unidos apresentando novos desafios à s autoridades.
Pequim prometeu continuar reprimindo a concorrência excessiva e garantir uma saÃda mais suave da capacidade de produção ineficiente a fim de estabilizar os preços.
No entanto, o impulso deflacionário em toda a economia continua a exercer pressão sobre as margens do setor industrial, ao mesmo tempo em que sustenta as expectativas de quedas sustentadas de preços, o que representa um novo golpe na confiança.
Entretanto, houve um pouco de alÃvio nos dados mais recentes. O Ãndice de preços ao produtor registrou a menor queda anual desde julho de 2024, tendo caÃdo 0,9% em fevereiro. No mês anterior ele registrou recuo de 1,4%, e a pesquisa da Reuters havia previsto uma queda de 1,2%.
Em um comunicado, o estatÃstico do escritório de estatÃsticas Dong Lijuan atribuiu a deflação mais branda ao produtor a fatores que incluem preços mais fortes nos setores avançados e emergentes, bem como a gestão da capacidade nos principais setores industriais.
Os preços ao produtor aumentaram 0,4% em fevereiro em relação a janeiro, impulsionados em parte pela alta dos preços do petróleo bruto em todo o mundo e pela demanda ligada ao crescimento da capacidade de computação, disse Dong.
Com Agências