Resumo objetivo:
Vladimir Putin reafirmou o apoio inabalável da Rússia ao Irã e ao seu novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, em meio ao conflito militar com Israel e Estados Unidos. Paralelamente, a China declarou que a sucessão é um assunto interno iraniano e defendeu o respeito à soberania do país, enquanto condenava a escalada de violência na região. Grupos armados pró-Irã no Iraque saudaram a nomeação, e o governo iraniano acusou nações europeias de facilitar a ofensiva israelense-americana ao apoiar sanções.
Principais tópicos abordados:
1. Apoio político internacional (Rússia e China) ao Irã e ao seu novo Líder Supremo.
2. O contexto de guerra e ataques militares entre Irã, Israel e Estados Unidos.
3. Reações de aliados regionais do Irã, como grupos armados no Iraque.
4. Acusações do Irã contra países europeus por colaborarem com seus adversários.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta segunda-feira (9) seu "apoio inabalável" ao novo lÃder supremo do Irã, o clérigo Mojtaba Khamenei, nomeado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no inÃcio da guerra contra Israel e Estados Unidos.
"Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos", disse o lÃder russo, acrescentando que o paÃs tem sido e continuará sendo "um parceiro confiável" de Teerã.
"Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação", concluiu Putin.
Já a China, outra aliada do paÃs persa, afirmou que a decisão de nomear um novo lÃder "é um assunto interno do paÃs" e que se opõe a qualquer tentativa de atacá-lo. "A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, ao ser questionado por jornalistas sobre as ameaças contra o novo lÃder.
Israel e os Estados Unidos continuaram bombardeando o Irã nos últimos dias, enquanto Teerã retaliou lançando ondas de ataques com mÃsseis e drones contra Israel e paÃses vizinhos do Golfo que abrigam forças americanas.
Pequim é uma parceira próxima de Teerã e condenou a morte do ex-lÃder supremo, mas também criticou os ataques iranianos contra paÃses da região. O enviado da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, pediu uma redução da escalada ao se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, no domingo (8).
Facções armadas iraquianas pró-Teerã também saudaram a nomeação do novo lÃder supremo no Irã. O grupo Badr afirmou que Mojtaba "é o terceiro lÃder a carregar a tocha desse grande projeto islâmico", enquanto as Brigadas do Hezbollah disseram que ele é "o melhor sucessor". Irã exerce forte influência no Iraque, onde apoia grupos armados cujo papel polÃtico e econômico cresceu nos últimos anos.
Em paralelo, a República Islâmica acusou nesta segunda-feira (9) alguns paÃses europeus de terem criado as condições que possibilitaram a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos.
"Em vez de insistirem no império da lei, em vez de resistirem ao assédio e aos excessos dos Estados Unidos, falaram e concordaram com eles no Conselho de Segurança da ONU no debate sobre a retomada das sanções [contra o Irã]", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em sua entrevista coletiva semanal.
"Tudo isso encorajou os americanos e os sionistas a continuarem cometendo seus crimes."
Mojtaba se torna o terceiro lÃder supremo da história da República Islâmica iniciada em 1979. O primeiro, Ruhollah Khomeini, morreu em 1989, sendo substituÃdo por Ali Khamenei. Ele foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, um grupo de 88 clérigos eleitos em 2024.