O Brasil registrou 129 casos confirmados de mpox em 2026, com um aumento significativo na segunda metade de fevereiro e a maioria das ocorrências (66%) concentrada no estado de São Paulo. Além dos confirmados, há 570 casos sob investigação, mas nenhum óbito foi registrado no ano. O Ministério da Saúde afirma que o cenário não é de crise e que o SUS está preparado para o diagnóstico e tratamento da doença.
Subiu para 129 o números de casos confirmados de mpox no Brasil desde o inÃcio de 2026, segundo o painel de monitoramento para a doença, do Ministério da Saúde, atualizado na última quinta-feira (5).
São Paulo encabeça a lista, com 86 confirmações â66% do total. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (19), Roraima (10), Minas Gerais (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3) e Paraná (2). Sergipe, Santa Catarina, ParaÃba, Goiás, Ceará e Distrito Federal têm 1 caso cada.
O número de casos mais que dobrou entre a segunda quinzena de fevereiro e a última quinta-feira. Além das confirmações, há 570 casos sob investigação, e 7 classificados como prováveis. O paÃs ainda não registrou óbitos pela doença neste ano. Em 2025, foram contabilizados 1.079 casos e dois óbitos.
Segundo o Ministério da Saúde, o cenário atual de mpox no Brasil não indica uma situação de crise e o SUS (Sistema Ãnico de Saúde) está preparado para o diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos.
A doença, causada pelo vÃrus mpox, anteriormente conhecido como vÃrus da varÃola dos macacos (monkeypox, em inglês), causa febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos âeste último, que causa pequenos inchaços em algumas regiões do corpo.
Se evoluir para a chamada fase eruptiva, surgem também lesões na pele que podem ocorrer na face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa.