Resumo objetivo:
Um incêndio que começou em uma loja de cigarros eletrônicos destruiu o edifício histórico Forsyth, de 1851, próximo à Estação Central de Glasgow. O fogo causou a suspensão total dos serviços ferroviários na estação — a mais movimentada da Escócia — e seu fechamento prolongado, além de afetar diversos comércios locais. Autoridades e um parlamentar questionam a regulamentação dessas lojas, sugerindo que baterias de lítio podem ter agravado o risco em um prédio antigo sem proteção moderna contra incêndios.
Principais tópicos abordados:
1. Impacto do incêndio: Destruição de um patrimônio histórico vitoriano e interrupção dos transportes ferroviários.
2. Causa e consequências: Origem suspeita em loja de cigarros eletrônicos, com possível envolvimento de baterias de lítio, afetando comércios e infraestrutura crítica.
3. Críticas e questionamentos: Debate sobre falhas na regulamentação de atividades de alto risco em edificações históricas vulneráveis.
Um incêndio próximo à Estação Central de Glasgow, a mais movimentada da Escócia, destruiu um prédio histórico da cidade e causou grandes transtornos nos serviços ferroviários nesta segunda-feira (9).
Dezenas de trens foram cancelados após o inÃcio do fogo, que teria começado no domingo (8) em uma loja de cigarros eletrônicos na região. A National Rail, que representa as operadoras de trem britânicas, afirmou que a estação permanecerá fechada até terça (10), provavelmente.
"Os prazos para a reabertura só serão confirmados depois que pudermos acessar o local com segurança e realizar as verificações necessárias", afirmou um porta-voz do grupo. "Todos os serviços de e para Glasgow Central estão atualmente suspensos, e os passageiros devem continuar seguindo as alternativas de viagem recomendadas pelas operadoras ferroviárias."
O Serviço Escocês de Bombeiros e Resgate afirmou que foi alertado no meio da tarde (começo da noite no Brasil) de domingo "sobre um incêndio no térreo de um prédio comercial de quatro andares" na região. De acordo com o jornal britânico The Guardian, o edifÃcio em questão é o Forsyth, uma construção da Era Vitoriana (1837-1901) classificada como patrimônio histórico e localizada em uma das esquinas da estação.
"Estou profundamente preocupado com o incêndio próximo à Estação Central de Glasgow esta noite e muito grato a todos os serviços de emergência que estão atuando", disse o primeiro-ministro da Escócia, John Swinney.
O fogo atingiu diversos estabelecimentos comerciais, incluindo uma loja de peixe com batatas fritas, um salão de beleza e um café. Na manhã desta segunda, era possÃvel ver densas fumaças saindo do interior destruÃdo do prédio e socorristas jogando água na construção com o auxÃlio de dois caminhões de bombeiros, de acordo com o Guardian.
Embora não tenha sido atingida, a estação vai permanecer fechada enquanto os bombeiros atuam para apagar o fogo. Além disso, ruas próximas foram fechadas pela polÃcia, impactando o trânsito de uma das áreas mais movimentadas da cidade.
Paul Sweeney, membro do Parlamento Escocês pelo Partido Trabalhista, criticou o que considera uma "enorme lacuna" na regulamentação para lojas de cigarros eletrônicos.
"Como uma loja de cigarros eletrônicos pôde destruir 175 anos do patrimônio de Glasgow e inúmeros pequenos negócios em apenas 12 horas, além de interromper o funcionamento da estação ferroviária mais movimentada da Escócia por tempo indeterminado?", afirmou, segundo o Guardian.
O polÃtico diz ainda que o incidente levanta questões sobre perigos envolvendo baterias de lÃtio âde acordo com o jornal, testemunhas relataram barulhos de explosões, o que poderia ter sido causado por cigarros que usam esses dispositivos e estavam armazenados no local.
"Considerando que este edifÃcio data de 1851, ele não foi projetado de acordo com os padrões modernos de proteção contra incêndio. Por que, afinal, estamos permitindo que essas atividades comerciais de alto risco ocorram em edifÃcios extremamente vulneráveis, adjacentes a infraestruturas crÃticas?", questionou Sweeney.