Resumo objetivo:
Donald Trump criticou publicamente a Austrália, acusando-a de cometer um "erro humanitário terrível" ao não conceder asilo à seleção feminina de futebol do Irã, oferecendo que os EUA as acolhessem. O contexto envolve a eliminação da equipe na Copa da Ásia, após polêmicas por se recusarem a cantar o hino iraniano, o que gerou temores sobre represálias em seu país. Relatos indicam que pelo menos cinco jogadoras já deixaram a delegação e estão sob proteção policial na Austrália, buscando assistência governamental.
Principais tópicos abordados:
1. A crítica pública de Donald Trump à política de asilo da Austrália para as atletas iranianas.
2. A situação das jogadoras, entre o medo de represálias no Irã e a busca por asilo, com algumas já sob proteção.
3. O contexto político e de protesto silencioso das atletas (recusa a cantar o hino), que gerou tensões e ameaças.
4. A posição oficial reservada do governo australiano, que evita comentar casos individuais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (9) que a Austrália estava "cometendo um terrÃvel erro humanitário" ao permitir que a seleção feminina de futebol do Irã fosse enviada de volta para casa e pediu ao primeiro-ministro australiano que conceda asilo à s jogadoras.
A campanha das iranianas na Copa da Ãsia, sediada na Austrália, começou justamente quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã, matando o lÃder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. A equipe foi eliminada no domingo (8) após perder por 2 a 0 para as Filipinas.
"A Austrália está cometendo um terrÃvel erro humanitário ao permitir que a seleção feminina de futebol do Irã seja forçada a voltar ao Irã, onde provavelmente serão mortas", publicou Trump no Truth Social. "Os Estados Unidos as acolherão se vocês não o fizerem."
A embaixada da Austrália em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Trump.
A emissora australiana SBS News informou que cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã "se libertaram" e agora estão sob a proteção da PolÃcia Federal Australiana, buscando assistência do governo. A emissora afirmou que fontes governamentais confirmaram as informações e acrescentou que o Ministro do Interior da Austrália, Tony Burke, viajou a Brisbane para se encontrar com as jogadoras.
O sindicato global de jogadores FIFPRO disse nesta segunda-feira que havia sérias preocupações com o bem-estar da equipe, enquanto se preparavam para retornar para casa após serem rotuladas como "traidoras em tempo de guerra" por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida.
A decisão das jogadoras de permanecerem em silêncio durante o hino nacional do Irã antes da primeira partida contra a Coreia do Sul foi considerada por um comentarista da emissora estatal iraniana como o "ápice da desonra".
A equipe então cantou o hino e fez continência antes da segunda partida contra a Austrália, gerando temores entre defensores dos direitos humanos de que as mulheres teriam sido coagidas por agentes do governo.
Questionado sobre a possibilidade de a Austrália conceder asilo às jogadoras, Matt Thistlethwaite, ministro adjunto das Relações Exteriores e Comércio, afirmou que o governo não poderia "se pronunciar sobre circunstâncias individuais por questões de privacidade".