Resumo objetivo:
O presidente Lula defendeu, em reunião com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, a necessidade de Brasil e África do Sul se prepararem militarmente para defesa, alegando que a falta de preparo pode incentivar invasões. Ele criticou indiretamente as ações dos EUA, citando a escalada de conflitos no Oriente Médio e a intervenção na Venezuela como exemplos de ameaças à soberania. Lula também enfatizou o diálogo como solução para conflitos, vinculando a guerra ao aumento global do preço dos combustíveis.
Principais tópicos abordados:
1. Cooperação militar e defesa entre Brasil e África do Sul.
2. Críticas às intervenções e políticas externas dos EUA.
3. Defesa da diplomacia e impactos econômicos dos conflitos internacionais.
4. Contexto das relações bilaterais e no âmbito do BRICS.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a necessidade de o Brasil e a Ãfrica do Sul se prepararem militarmente para possÃveis ataques, ao receber o presidente do paÃs africano nesta segunda-feira (9), Cyril Ramaphosa.
"Aqui na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz, aqui ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica, aqui nossos drones é para tecnologia e não para guerra", disse. "Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que se a gente não se preparar em questão de Defesa, alguém invade a gente. Isso é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à Ãfrica do Sul."
Sem citar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula fez menção à escalada do conflito no Oriente Médio, após ataque do governo americano e de Israel ao Irã. No inÃcio do ano, os EUA também foram responsáveis pela invasão da Venezuela e captura do ditador Nicolás Maduro.
"O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a conclusaão [do conflito]", disse. "à importante lembrar que por conta da guerra no Irã o preço do combustÃvel está subindo e deve subir em todos os paÃses do mundo."
O Brasil já nutre uma relação de parceria com o paÃs africano, com quem também divide o Brics, grupo econômico de paÃses emergentes âinclusive o Irã.
A Ãfrica do Sul foi alvo de uma tentativa de boicote no G20 por parte dos EUA, que assumiu a presidência do grupo neste ano, sucedendo o paÃs africano, e não enviou nenhum representante à cúpula de 2026.
O gesto do governo Trump foi feito sob o pretexto de que o paÃs de Ramaphosa estaria cometendo um "genocÃdio branco", após a aprovação de uma lei que facilita a expopriação de propriedades rurais improdutivas. A decisão bloqueou uma herança deixada a uma organização descrita como supremacista branca, segundo documentos judiciais.