Resumo objetivo:
A notícia apresenta um guia introdutório sobre pós-graduação, explicando seu conceito e principais tipos. Ela destaca os perfis comuns de quem busca esses cursos e enfatiza que a decisão deve ser baseada no "por que fazer", considerando o investimento em tempo, dinheiro e dedicação.
Principais tópicos abordados:
1. Definição e tipos de pós-graduação (lato sensu, como especializações e MBA, e stricto sensu, como mestrado e doutorado).
2. Perfis e motivações dos profissionais que buscam esses cursos.
3. A importância da reflexão sobre os objetivos e a análise prática do investimento necessário antes de decidir cursar.
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Em algum momento da vida profissional, ela aparece. Pode ser numa conversa de bar com colegas de trabalho, num anúncio que surge no LinkedIn ou naquele amigo que de repente começa a sumir das noites de sexta. Estamos falando da pós-graduação.
Ela é uma criatura misteriosa do mundo corporativo: todo mundo fala, mas nem sempre fica claro o que é, para que serve ou quando faz sentido embarcar nessa jornada.
Nas edições de hoje e da próxima semana da newsletter, trago um "manual de bolso" da pós-graduação âtudo o que você precisa saber antes de embarcar nessa jornada. Começando do começo: o que é essa tal de pós, quando procurar uma e o que considerar antes de escolher um curso.
O que é? Em termos simples, a pós-graduação é qualquer curso feito depois da graduação, requisito básico para entrar nesse universo.
Esses programas costumam ter mais de 360 horas de duração e são regulamentados pelo MEC. Na prática, funcionam como uma forma de aprofundar conhecimentos ou adquirir novas habilidades profissionais.
Existem dois tipos principais de pós-graduação.
- Os cursos "lato sensu" (nomenclatura em latim que significa "sentido amplo", padrão nas universidades) têm duração mais curta e foco prático, voltado para quem quer se desenvolver ou avançar na carreira. Nessa categoria entram cursos como especializações e MBAs.
- O mestrado e o doutorado acadêmicos entram na categoria "stricto sensu" ("sentido restrito"). Têm foco acadêmico e aprofundado, voltado para pesquisa, produção de conhecimento e formação de especialistas âmuitas vezes para quem quer seguir carreira na universidade ou em áreas que exigem investigação cientÃfica.
Cara-crachá. Nem todo mundo chega à pós pelo mesmo motivo.
Segundo Frederike Mette, diretora acadêmica de pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), existem três perfis comuns recorrentes nos cursos da instituição, sobretudo no que tange aos cursos "lato sensu":
- Recém-formados, que, em geral, desejam uma maior especialização na área em que se graduaram;
- Profissionais que estão no mercado e buscam atualização em algum conhecimento especÃfico;
- Profissionais que estão no mercado, mas procuram mobilidade profissional âisto é, entrar em outra área dentro da atividade que exercem.
Emerson Bacelar Mota, professor e coordenador acadêmico dos MBAs de liderança e gestão da FGV (Fundação Getúlio Vargas), destaca a diversidade de interesses percebida por quem procura a instituição na qual ele atua.
- "No caso dos cursos lato sensu, os alunos querem acelerar a carreira com especialização em determinada área do conhecimento ou novas possibilidades distintas do que fazem hoje, analisando cenários e tendências. Para o stricto sensu, os alunos querem conhecimentos mais profundos em determinado segmento da atividade humana", explica.
Despertador. Se você está esperando alguém avisar "chegou a hora da pós", pode sentar.
Não existe uma idade ideal para começar. Embora muitos alunos estejam entre 20 e 40 anos, as turmas costumam reunir profissionais em diferentes fases da carreira, segundo Mette.
Cada vez mais pessoas com anos de experiência voltam à sala de aula para se atualizar em temas novos âespecialmente em áreas que mudam rápido, como a comunicação, o marketing, a gestão e a tecnologia.
A pergunta mais importante, portanto, não é "quando fazer", mas "por que fazer".
Faça as contas. Antes de sair se matriculando no primeiro curso que aparecer, vale fazer um pequeno check-up de realidade. Cursar uma pós-graduação exige três coisas: tempo, dinheiro e dedicação.
O investimento financeiro pode ser significativo, dependendo da instituição que você escolher para o curso. Além disso, estudar não significa apenas assistir aulas: há leituras, trabalhos e atividades fora da sala. Por isso, especialistas recomendam tratar a decisão como um projeto pessoal.
- "O tempo e a disponibilidade são elementos parceiros na equação, pois nem sempre ter tempo significa disponibilidade, devido a outras prioridades que podem estar no radar. A disponibilidade através do comprometimento é o que de fato considero necessário", instrui Bacelar Mota, da FGV.
Uni-duni-tê. Escolher o tema é a parte mais delicada do processo. Afinal, você passará muitas horas da sua vida estudando aquilo.
Frederike Mette, da ESPM, aconselha olhar ementas, conteúdos e proposta do curso. Conversar com coordenadores e professores também ajuda âmuitas instituições oferecem encontros para orientar candidatos.
Papo de corredor. Fazer uma pós-graduação te ajuda no networking, afinal, você conviverá com pessoas da sua área, similares ou de um setor para o qual deseja migrar.
- "Uma das principais funções dos cursos é fornecer networking com colegas, professores, palestrantes. São conexões que vão começar naquele perÃodo de pós-graduação, mas que vão muito além", afirma Mette.
Vem aÃ. Na edição seguinte da newsletter, que chegará no seu email na próxima segunda-feira âdia 16 de março, caso queira anotar na agendaâ, explico quais os diferentes tipos de pós-graduação mais comuns no mercado e como escolher um para chamar de seu.