As forças israelenses avançaram no sul do Líbano, invadindo novos territórios para expandir uma zona tampão e intensificaram os bombardeios, inclusive perto de Beirute. O conflito, que eclodiu após um ataque do Hezbollah, já causou centenas de mortes, incluindo mais de 80 crianças, segundo autoridades libanesas. Enquanto analistas veem os movimentos como prelúdio de uma invasão mais ampla, o exército israelense descreve as ações como medidas defensivas. O conflito também levou ao adiamento das eleições legislativas no Líbano e gerou frustração pública interna contra o Hezbollah.
Forças israelenses avançaram no sul do LÃbano nesta segunda-feira (9), invadindo novos territórios como parte de um esforço declarado de expandir uma zona tampão controlada por Tel Aviv. O paÃs intensifica sua campanha contra o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Caças israelenses também bombardearam os bairros ao sul de Beirute, a capital libanesa, provocando enormes explosões que ecoaram por toda a cidade. No inÃcio desta segunda, Israel havia ameaçado começar a atacar locais afiliados ao al-Qard al-Hasan, o banco do Hezbollah.
Forças terrestres israelenses começaram a invadir uma área próxima à fronteira com o LÃbano, disse o exército em um comunicado, após avançar na região fronteiriça nos últimos dias e tomar novos locais dentro do território libanês.
Quase 400 pessoas foram mortas, incluindo mais de 80 crianças, no conflito no LÃbano até domingo, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Edouard Beigbeder, diretor regional do Unicef, a agência das Nações Unidas para a infância, chamou o número de mortos de "um testemunho contundente do impacto que o conflito está causando nas crianças".
O exército israelense disse no domingo que havia matado mais de 190 combatentes, sem comentar sobre o restante dos mortos.
O conflito eclodiu na semana passada, quando o Hezbollah lançou um ataque com foguetes contra Israel, em retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques iniciais da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Desde então, o exército israelense iniciou uma campanha militar que se expande por todo o LÃbano.
O parlamento do LÃbano anunciou na segunda-feira que adiaria por dois anos as eleições legislativas que estavam marcadas para maio por causa do conflito. O governo libanês tem enfrentado considerável pressão para desarmar o Hezbollah, que também é um partido polÃtico enraizado e um movimento social.
O Hezbollah está enfrentando crescente frustração pública em casa, onde alguns libaneses dizem que foram arrastados involuntariamente para um confronto perigoso e mortal com Israel sem nenhum benefÃcio claro.
Analistas afirmam que as ações israelenses podem sinalizar que uma invasão terrestre mais ampla no LÃbano está em andamento. O exército israelense convocou cerca de 100 mil soldados reservistas como parte da guerra contra o Irã, alguns dos quais foram enviados para a fronteira norte.
O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz do exército israelense, descartou essa possibilidade. "Isso faz parte de nossa postura de defesa avançada. à uma medida para garantir que nossas tropas nessas posições estejam seguras", disse Shoshani a repórteres na segunda-feira.