Resumo objetivo:
O presidente russo, Vladimir Putin, conversou com Donald Trump, apresentando propostas para um rápido fim da guerra no Irã e discutindo os conflitos na Ucrânia e na Venezuela. Paralelamente, Trump declarou que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída", enquanto Putin reafirmou seu "apoio inabalável" ao novo líder supremo iraniano.
Principais tópicos abordados:
1. O diálogo entre os líderes da Rússia e dos EUA sobre a guerra no Irã e outros conflitos geopolíticos.
2. A avaliação otimista de Trump sobre o estágio final do conflito com o Irã.
3. O apoio político declarado da Rússia ao novo governo do Irã, em contraste com a posição dos EUA.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com Donald Trump nesta segunda-feira (9) e compartilhou suas propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã, segundo o assessor de polÃtica externa do Kremlin, Iuri Ushakov.
Ainda segundo o assessor, os lÃderes também discutiram o conflito na Ucrânia e a situação na Venezuela no contexto do cenário do mercado global de petróleo. A Casa Branca ainda não comentou sobre o diálogo, que teria durado uma hora.
Mais cedo, segundo a correspondente da rede CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que a guerra contra o Irã "está praticamente concluÃda" e que Washington estava "muito à frente" de sua estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o fim do conflito.
"Acho que a guerra está praticamente concluÃda. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse Trump, segundo Jiang, em rápida entrevista por telefone. Trump também afirmou que os EUA estão "muito à frente" de sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas para a guerra.
Sobre o novo lÃder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News que não tinha "nenhuma mensagem para ele" e afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não deu mais detalhes. Mais cedo ele havia dito não estar contente com a escolha, que classificou como um "grande erro".
Também nesta nesta segunda-feira, Putin prometeu seu "apoio inabalável" ao novo lÃder supremo do Irã, um clérigo linha-dura e filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28), inÃcio dos ataques de Israel e dos EUA.
"Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos", disse o lÃder russo, acrescentando que seu paÃs tem sido e continuará sendo "um parceiro confiável" da República Islâmica.
"Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação", concluiu Putin.
Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não saiu em defesa de Teerã após o inÃcio dos ataques. Inicialmente, apenas condenou o que chamou de "passo inconsequente" dos EUA e de Israel que "não deixa dúvidas de que é um deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente".
Após os primeiros dias de bombardeio, o jornal americano The Washington Post publicou reportagem mostrando que a Rússia ajudou o Irã com informações de inteligência sobre alvos americanos no Oriente Médio, em meio à reação de Teerã aos ataques. Em seguida, perguntado sobre o tema, Trump rejeitou essa possibilidade.
Em seguida, o vice-chanceler iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou à TV estatal que alguns paÃses, como China, Rússia e França, fizeram contato com Teerã para discutir um cessar-fogo. Ele afirmou que a primeira condição da República Islâmica para uma trégua seria não haver novas agressões.