A Live Nation, dona da Ticketmaster, chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA para encerrar um processo antitruste federal. O acordo exige que a empresa abra sua plataforma à concorrência, venda 13 locais de espetáculos e pague uma multa de US$ 280 milhões. No entanto, estados como Nova York rejeitaram o acordo e manterão suas ações judiciais separadas, argumentando que o acordo não resolve o monopólio central da empresa.
Principais tópicos abordados:
1. O acordo antitruste entre a Live Nation e o governo federal dos EUA.
2. As medidas impostas à empresa (abertura do mercado, venda de ativos e multa).
3. A rejeição ao acordo por parte de alguns estados, que continuarão litigando.
4. As acusações de monopólio e práticas anticompetitivas no mercado de entretenimento ao vivo.
A Live Nation chegou a um acordo com o governo dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (9), no caso federal antimonopólio movido contra a gigante americana do entretenimento, anunciou um alto funcionário do Departamento de Justiça.
O anúncio ocorre poucos dias após o inÃcio do julgamento antimonopólio contra a Live Nation em Nova York.
O caso teve inÃcio durante a presidência de Joe Biden, quando o Departamento de Justiça acusou a Live Nation de controlar praticamente todo o mercado de shows ao vivo nos Estados Unidos.
O acordo prevê que a companhia, proprietária da Ticketmaster, abra a plataforma de venda de ingressos à concorrência e permita que outras empresas organizem eventos em determinados espaços da Live Nation, segundo informou o funcionário.
A companhia também concorda em se desfazer de 13 locais de espetáculos e pagar US$ 280 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão de reais, em indenizações aos quase 40 estados que aderiram ao processo contra a companhia sediada na Califórnia.
Nova York e outros estados que faziam parte do processo contra a Live Nation recusaram-se a participar do acordo e declararam que suas ações judiciais continuarão.
"A Live Nation obteve, durante anos, enormes lucros explorando o seu monopólio ilegal e aumentando os custos dos espetáculos", afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
"O acordo anunciado recentemente com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não aborda o monopólio que está no centro deste caso e beneficiaria a Live Nation às custas dos consumidores", disse James em comunicado.
"Continuaremos litigando neste caso sem o governo federal para podermos garantir que seja feita justiça para todos aqueles que foram prejudicados pelo monopólio da Live Nation", acrescentou.
A empresa organizou, em 2025, mais de 55 mil eventos em todo o mundo, com um público total de mais de 159 milhões de pessoas.
Além da organização de espetáculos, tem participações em 460 espaços em todo o mundo e controla a venda de ingressos desde 2010, quando adquiriu a Ticketmaster, lÃder mundial do setor.
O Departamento de Justiça processou a Live Nation por abusar da sua posição para pressionar artistas e proprietários de casas de espetáculos a trabalhar com a empresa, de forma a sufocar a concorrência e impor preços abusivos nos ingressos.