Resumo objetivo:
A Arsesp decidiu manter a redução noturna da pressão da água por 10 horas (das 19h às 5h) na região metropolitana de São Paulo. A medida preventiva se deve principalmente ao baixo nível do sistema Cantareira (38,2%), que ainda está muito abaixo do ideal para a época, mesmo com o sistema integrado (SIM) em 50,7% da capacidade. A decisão técnica considera a aproximação do período de estiagem e visa preservar os reservatórios para garantir a segurança hídrica.
Principais tópicos abordados:
1. Manutenção da restrição de pressão da água como medida de gestão da demanda.
2. Situação crítica do sistema Cantareira, principal manancial da região.
3. Critérios técnicos e modelo de faixas utilizados pela agência reguladora para decisões.
4. Eficácia da medida, com economia de água significativa desde sua implementação.
A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) decidiu nesta segunda-feira (9) manter a redução da pressão da água no encanamento da região metropolitana de São Paulo em 10 horas, das 19h às 5h.
A decisão foi tomada pelo conselho diretor da agência com base em avaliação técnica das condições hidrológicas do sistema e seguindo recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança HÃdrica, composto pela Arsesp e pela SP Ãguas.
O principal fator para a manutenção da restrição é que o volume do sistema Cantareira, o principal, que abastece cerca de metade da população de todo o SIM (Sistema Integrado Metropolitano), ainda está muito abaixo do ideal para a época do ano.
Embora o SIM, formado por sete reservatórios, esteja com 50,7% de sua capacidade, o Cantareira está apenas com 38,2% nesta segunda. E fevereiro terminou com 35,8% do volume útil, entre os nÃveis mais baixos da série histórica para o mês.
"A decisão considera o percentual de recuperação dos reservatórios e a aproximação da estiagem, fase em que historicamente se intensifica a pressão sobre os sistemas de abastecimento da região metropolitana de São Paulo", diz a Arsesp, em nota. "Nesse contexto, a manutenção das medidas de gestão da demanda busca preservar os nÃveis dos reservatórios e reforçar a segurança hÃdrica da região."
Para tomar as resoluções, como a redução da pressão da água, a Arsesp segue uma tabela de faixas que leva em conta a situação dos mananciais e também a previsão de chuvas. Ela faz parte do novo modelo de gestão integrada dos recursos hÃdricos, implementado em outubro pela agência em parceria com a SP Ãguas e a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e LogÃstica).
Faixas de atuação da Arsesp no SIM nesta segunda (9)
- Faixa de normalidade - 100% a 58,9%
- Faixa 1 - 58,08% a 52,09%
- Faixa 2 - 52,08% a 46,09%
- Faixa 3 - 46,08% a 40,09%
- Faixa 4 - 40,09% a 34,09%
- Faixa 5 - 34,08% a 24,09%
- Faixa 6 - 24,08% a 14,09%
- Faixa 7 - Abaixo de 14,09%
Fonte: Arsesp
O monitoramento da Arsesp indica que o nÃvel atual do SIM está na faixa 2 há 15 dias. Como é preciso que a faixa esteja ativa por 14 dias seguidos para haver uma alteração, havia a expectativa de suavização da restrição. Mas a agência decidiu manter as 10 horas de redução como medida preventiva. Quando decidiu pela ampliação da restrição, em 13 de agosto, o nÃvel do SIM estava na faixa 3.
Entre os dias 27 de agosto e 21 de setembro, a agência ordenou à Sabesp a redução da pressão noturna da água nos encanamentos por oito horas, das 21h às 5h. A partir de 22 de setembro, o horário foi ampliado em duas horas e se mantém até hoje.
Segundo a Sabesp, desde o inÃcio da redução foram economizados cerca de 105 bilhões de litros de água na região metropolitana da capital, um volume suficiente para garantir o abastecimento capital, Guarulhos, São Bernardo e Mauá por aproximadamente 30 dias.