Resumo objetivo:
O Detran-SP anunciou duas principais atualizações para o sistema Infosiga, visando melhorar a segurança viária. A principal é a implantação de inteligência artificial (Infosiga 4.0) até 2026 para gerar alertas preditivos de risco em vias, cruzando dados de forma mais complexa. A segunda, prevista para maio, é a ampliação e refinamento do aplicativo de registro de ocorrências, que terá um formulário mais detalhado e será estendido às prefeituras.
Principais tópicos abordados:
1. Uso de inteligência artificial para análise preditiva e geração de alertas de risco de acidentes.
2. Atualização e expansão do aplicativo de registro de ocorrências para coleta de dados mais precisa e abrangente.
3. Evolução do sistema Infosiga para uma versão 4.0, com foco em prevenir acidentes antes que ocorram.
4. Aprimoramento da qualidade e do detalhamento dos dados coletados (ex.: inclusão de novos veículos, fatores de risco, geolocalização precisa).
O Detran-SP (Departamento de Trânsito) de São Paulo usará inteligência artifical para fazer alertas sobre vias públicas com riscos de acidentes.
O projeto, que deve entrar em operação ainda em 2026, vai ampliar a inteligência analÃtica de dados do Infosiga, sistema estadual de monitoramento da violência do trânsito no estado de São Paulo.
Quando estiver operacional, o site estatÃstico passará a se chamar de Infosiga 4.0.
Uma outra atualização, prevista para maio, vai ampliar o número de dados inseridos por policiais militares e agentes de trânsito no aplicativo usado para registrar ocorrências.
Isso, segundo o Detran, deve impactar diretamente na qualidade das informações que alimentam o Infosiga.
O aplicativo utilizado pela PM será disponibilizada às prefeituras, ampliando o padrão de coleta de dados, afirma Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.
As duas atualizações serão apresentadas na Andtech, evento sobre tecnlogia de trânsito que vai até esta quarta-feira (11) no Anhembi, zona norte de São Paulo.
A ideia é ampliar a capacidade de leitura de bases de dados, permitindo identificar padrões de risco de condudores e pedestres antes que resultem em mortes ou lesões graves.
"Na prática, a inteligência artificial deverá permitir cruzamentos mais complexos e rápidos entre informações já disponÃveis, gerando alertas mais precisos para formulação de polÃticas públicas", diz o Detran.
O Infosiga 4.0 poderá fazer, por exemplo, alertas de vias com recorrentes colisões sem vÃtimas para intervenções preventivas de prefeituras, antes que ocorra um acidente grave. Hoje esse tipo de episódio não é analisado pelo sistema.
"Essa melhoria na coleta dados com IA vai permitir que se passe de análises reativas para preditivas. Garantirá um avanço signficativo no tratamento das informações", afirma Mantovani.
No caso do novo aplicativo para registro de ocorrências, o agente responsável pelo atendimento passará a contar com um formulário digital mais detalhado e estruturado, com campos que hoje não existem no sistema atual.
Isso permitirá registrar veÃculos que atualmente escapam da base estatÃstica, como os chamados autopropelidos, categoria que inclui patinetes e scooters eletricas âmodais que estão em crescimento nas ruas e aventidas e atualmente estão em um limbo entre bicicletas elétricas e ciclomotores.
O formulário ainda indicará fatores de risco associados ao acidente, como uso de álcool pelo condutor ou velocidade do veÃculo.
A localização da ocorrência também será refinada com geolocalização precisa, para corrigir distorções provocadas por registros aproximados.
A classificação da gravidade das lesões das vÃtimas também será aprimorda. De acordo com a diretora de Segurança Viária, o Detran está usando uma metologia desenvolvida nos Estados Unidos, que permite comparar dados internacionais para melhorar a eficácia da análise das lesões.
A nova reformulação está sendo feita em parceria técnica com a estatal Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo). Empresas privadas também estão envolvidas.
Parte do projeto já foi apresentado ao Detran e está em fase de validação técnica, ajustes e adequação.
"A expectativa é consolidar até o fim do ano uma nova camada analÃtica capaz de orientar decisões com base em evidências que ainda não são tratadas pelo sistema", diz o Detran.
O Infosiga foi reformulado no ano passado e ganhou o nome de 3.0. Entre outros passou a apontar as vias mais letais no estado de São Paulo.
Com atualização mensal, o serviço disponibiliza dados sobre mortes no trânsito paulista desde 2015. A partir de 2019, passou a incluir registros de acidentes não fatais
Atualmente, o site recebe, em média, cerca de 5.000 acessos ao mês.