A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Anomalia, cumprindo mandados contra um suposto grupo formado por policiais civis e operadores financeiros. Eles são investigados por usar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, praticando corrupção e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. O STF determinou prisões, afastamentos dos cargos, bloqueio de bens e a suspensão das atividades das empresas envolvidas.
Principais tópicos abordados:
1. Operação policial (PF) e judicial (STF) contra organização criminosa.
2. Envolvimento de agentes públicos (policiais civis) e operadores financeiros.
3. Crimes investigados: extorsão, corrupção e lavagem de dinheiro.
4. Métodos: intimidação a traficantes, uso de empresas de fachada e movimentação financeira incompatível.
A PolÃcia Federal realiza na manhã desta terça (10) uma operação contra um suposto grupo criminoso formado por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros. A ação é mais uma fase da Operação Anomalia, que na segunda (9) prendeu o delegado federal Fabrizio Romando sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.
Quarenta policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a PolÃcia Federal, o grupo é investigado por usar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.
O STF determinou também o afastamento dos policiais investigados de suas funções e a suspensão do exercÃcio das atividades empresariais das pessoas jurÃdicas que seriam usadas na organização criminosa, além do bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos.
A investigação mostra que os policiais intimavam traficantes para coagi-los, exigindo o pagamento de propinas. Eles fariam cobranças incisivas, inclusive com a imposição de prazos, com a ajuda de dois intermediários.
"A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatÃvel com seus vencimentos lÃcitos", diz nota da polÃcia.
Uma rede de empresas de fachada, registradas em nome de familiares dos envolvidos, seria usada para lavar os valores recebidos.