O Irã adiou o funeral do líder supremo Ali Khamenei, assassinado em um ataque atribuído a EUA e Israel, citando a necessidade de preparar a infraestrutura para um público massivo. Paralelamente, o conflito militar escalou, com Israel realizando novos ataques aéreos extensivos no Irã e ameaçando matar qualquer sucessor de Khamenei, enquanto o regime iraniano promete uma "guerra prolongada". Os principais tópicos abordados são: a morte de Khamenei e o adiamento de seu funeral, a violenta escalada militar entre Irã e Israel, e as especulações sobre a sucessão do líder supremo.
Irã adia funeral de Ali Khamenei em meio a ataques israelenses
Cerimônia de despedida do líder supremo foi postergada devido à 'necessidade de fornecer infraestrutura necessária' para atender público massivo, segundo mídia estatal
Em meio à escalada militar, o Irã decidiu adiar o funeral do líder supremo do país, Ali Khamenei, assassinado em um bombardeio conduzido pelos Estados Unidos e Israel, previsto para esta quarta-feira (04/03) na capital Teerã. O aiatolá teve sua morte confirmada no último sábado (28/02).
“A Grande Mesquita de Teerã estava programada para receber nosso querido povo a partir desta noite para uma despedida ao corpo puro do clérigo mártir e nosso grande Imã, mas devido à demanda esmagadora de todo o país e ao desejo generalizado do povo por uma grande presença nesta cerimônia, bem como à necessidade de fornecer a infraestrutura necessária, o evento foi adiado”, diz uma declaração publicada pela agência Tasnim. O veículo não informou, de imediato, uma nova data para a homenagem.
Khamenei deverá ser sepultado na cidade sagrada de Mashhad, sua terra natal. Após o enterro, veículos persas e a imprensa global especulam que seu filho mais velho, Motjaba Khamenei, suceda ao cargo de líder supremo. A emissora da diáspora iraniana Iran International publicou que ele havia sido eleito pela Assembleia de Especialistas, o colégio de 88 clérigos responsável por escolher a principal autoridade política, militar e religiosa do Irã.
A informação, no entanto, não foi oficializada por Teerã, enquanto Israel promete matar quem quer que seja escolhido como próximo guia supremo. “Não importa como ele se chame ou onde se esconda”, ressaltou o ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz.
Por outro lado, o conselheiro-chefe de Khamenei, Mohammad Mokhber, assegurou que o regime está preparado para uma “guerra prolongada” e não pretende negociar com os Estados Unidos.
Nesta quarta-feira, o número de mortos no Irã devido aos ataques inimigos chegou a 1.045 pessoas, segundo autoridades locais. O jornal Times of Israel informou que a Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês) realizou ataques “extensivos” contra alvos do regime em todo o Irã durante a última madrugada, enquanto Teerã retaliava com mísseis balísticos contra o regime sionista.
Segundo a IAF, bombardeios atingiram dezenas de centros de comando da força paramilitar Basij do Irã e das forças de segurança interna em Teerã, além de locais pertencentes à divisão logística do exército iraniano, lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea.
Os militares também afirmaram que, desde sábado, ataques aéreos atingiram cerca de 300 lançadores de mísseis iranianos, além de depósitos de mísseis balísticos e, pela primeira vez, ativos militares iranianos em Isfahan e Shiraz.
(*) Com Ansa