Resumo objetivo:
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu publicamente ao ex-presidente dos EUA Donald Trump que suspenda o bloqueio e as sanções econômicas contra o país, argumentando que o povo venezuelano merece o fim dessas medidas coercitivas. O discurso ocorreu em um evento preparatório para a Consulta Popular nacional, marcada para o fim de semana seguinte, onde também condenou setores da oposição que, segundo ela, apoiaram ações hostis. Paralelamente, as autoridades destacaram a organização de milhares de projetos comunitários que serão submetidos a votação na consulta.
Principais tópicos abordados:
1. O apelo pelo fim das sanções e do bloqueio econômico dos EUA contra a Venezuela.
2. A condenação a setores da oposição acusados de apoiar medidas coercitivas externas.
3. A convocação para a Consulta Popular nacional e a apresentação de projetos comunitários vinculados ao plano de governo.
Delcy Rodríguez pede a Trump que bloqueio contra Venezuela seja suspenso
‘Povo venezuelano merece que sanções terminem agora’, disse presidente interina em evento preparatório para Consulta Popular do próximo fim de semana
Em discurso realizado nesta terça-feira (03/03), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu o fim do bloqueio e das medidas coercitivas unilaterais impostas ao país pelos Estados Unidos.
A declaração foi dada em meio a um ato público na cidade de Cumaná, no estado de Sucre, durante um evento de preparação para a Consulta Popular, marcada para o próximo domingo (08/03).
Em sua intervenção, Delcy apelou à confiança nas relações pacíficas com o mundo e mencionou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao defender o fim do bloqueio econômico.
“Como um povo unido, merecemos que o bloqueio contra a Venezuela termine agora, o povo venezuelano merece isso, as sanções devem ser suspensas”, afirmou a presidente interina.
Delcy também se referiu a setores de extrema-direita venezuelana que, segundo ela, têm promovido medidas coercitivas e invasões contra a nação. “Basta de bloqueio, basta dessa classe antipatriótica que pediu sanções, que pediu bombardeios, que pediu invasões”, afirmou.
Em outro momento, a mandatária fez um apelo ao diálogo com setores da oposição, que segundo ela, “preservam a convivência democrática”, e argumentou que “chegou a hora de curar; chegou a hora de a Venezuela estender a mão que cura, e é hora de curar as feridas deixadas pelo extremismo no país”.
Consulta Popular
O evento em Cumaná fez parte da preparação de uma nova etapa do processo de democracia direta e participativa, no qual o Poder Popular do estado de Sucre avaliou planos e projetos comunitários em preparação para a Consulta Popular Nacional de 2026.
Segundo o canal TeleSur, as comunidades organizadas apresentaram mais de 36 mil projetos diretamente relacionados às Sete Transformações do Plano Nacional da Pátria, em mais de 47 mil conselhos comunitários em todo o país.
A consulta do próximo domingo será a primeira de 2026. As autoridades venezuelanas afirmam que 33% dos projetos que estarão sendo votados são ligados à economia produtiva, enquanto 66% são relacionados a políticas para as cidades e serviços básicos.
Com informações de TeleSur.