Cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã, incluindo a capitã, pediram asilo na Austrália após abandonarem a concentração durante a Copa da Ásia. O governo australiano concedeu vistos humanitários, alegando temor de perseguição política no Irã, já que as atletas haviam sido chamadas de "traidoras" por não cantarem o hino nacional. O caso gerou apelos internacionais por sua proteção, destacando os riscos que correriam se retornassem ao seu país.
Principais tópicos abordados:
1. Pedido e concessão de asilo humanitário às atletas.
2. Contexto político de perseguição e represálias no Irã.
3. Repercussão e mobilização internacional em apoio às jogadoras.
A seleção feminina de futebol do Irã deixou a Austrália, onde disputou a Copa da Ãsia, sem as cinco jogadoras que abandonaram a concentração e pediram asilo no paÃs da Oceania.
A delegação voou de Sydney para Kuala Lumpur nesta terça-feira (10), de onde deve prosseguir a viagem de volta ao Irã, segundo o canal australiano ABC.
A Austrália concedeu na segunda-feira (9) asilo a cinco jogadoras, entre elas a capitã Zahra Ghanbari, que foram chamadas de "traidoras" pelo regime de Teerã porque não cantaram o hino nacional antes de uma partida da Copa da Ãsia.
O ministro do Interior australiano, Tony Burke, justificou a aprovação do pedido de asilo pelo medo de perseguição às atletas em caso de retorno ao Irã.
As cinco jogadoras que pediram asilo fugiram do hotel em que a equipe estava concentrada na madrugada de segunda-feira.
"A polÃcia australiana as levou para um local seguro. Ontem à noite, dei minha aprovação final aos seus pedidos de visto humanitário", declarou Burke à imprensa.
"Elas podem ficar na Austrália, aqui estão seguras e devem sentir que estão em casa", acrescentou.
As 26 integrantes da delegação iraniana chegaram à Austrália poucos dias antes do inÃcio dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos que provocaram a morte do lÃder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro.
Segundo Burke, o governo australiano manteve conversas secretas durante vários dias com as jogadoras para finalizar os pedidos de asilo das atletas que solicitaram a medida.
Ao longo da segunda-feira, várias organizações e personalidades de várias áreas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, ou a escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, pediram à s autoridades australianas que concedessem asilo à s jogadoras iranianas por medo de que sofressem represálias em seu paÃs.
Segundo Zaki Haidari, ativista da Anistia Internacional, as atletas correm o risco de serem perseguidas se retornarem ao seu paÃs.
"à provável que algumas delas já tenham visto suas famÃlias ameaçadas", acrescentou Haidari.
A seleção do Irã disputou a Copa da Ãsia feminina pela primeira vez em 2022, na Ãndia. As jogadoras se tornaram heroÃnas nacionais em um paÃs onde os direitos das mulheres são severamente limitados.