Resumo objetivo:
O Partido Liberal (PL) rompeu com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e propôs uma CPI na Câmara Legislativa para investigar as fraudes do Banco Master, que envolvem o BRB. A decisão ocorreu após a revelação de um contrato do escritório de advocacia do governador com um fundo investigado no caso, tornando-o o principal alvo da CPI. Com o rompimento, o PL planeja apoiar a vice-governadora Celina Leão para o governo do DF nas próximas eleições, excluindo Ibaneis da chapa bolsonarista.
Principais tópicos abordados:
1. Rompimento político do PL com o governador Ibaneis Rocha.
2. Proposta de uma CPI para investigar o caso das fraudes do Banco Master, com foco no governador.
3. Repercussão eleitoral do rompimento, com a definição de novas alianças para as eleições no DF.
4. Contexto da crise envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e o voto de aporte de recursos do GDF.
O PL rompeu com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e propôs, nesta terça-feira (10), uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar a fraude do Banco Master, que envolve o BRB (Banco de BrasÃlia). Em 2022, o emedebista apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas deve ficar sem espaço na chapa bolsonarista este ano.
A pressão pela criação da CPI ocorre após notÃcia de um contrato entre o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha com um fundo da Reag Investimentos, investigada no contexto das fraudes do Master. Dessa forma, o governador é considerado o principal alvo do pedido de investigação no Legislativo do DF.
A decisão do rompimento foi tomada pela presidente do PL no Distrito Federal, a deputada Bia Kicis, junto com o deputado federal Alberto Fraga e os deputados distritais Joaquim Roriz, Thiago Manzoni, e Roosevelt Vilela.
"Não dá mais para esperar. Quando aparecem indÃcios graves de desvio de recursos, temos obrigação de agir. CPI é instrumento de fiscalização, e esta se tornou inevitável", afirmou Bia Kicis.
Com o rompimento, o PL fica mais próximo de anunciar sua chapa majoritária para as eleições deste ano. A ideia no partido é apoiar a atual vice-governadora, Celina Leão (PP), para concorrer ao governo do DF. Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concorreriam ao Senado.
O PL já estudava rifar Ibaneis na eleição. Dessa forma, a crise envolvendo a tentativa de compra do Master pelo BRB deu munição à ala bolsonarista que não pretendia dar espaço ao atual governador, que também estudava candidatura ao Senado.
A crise entre o bolsonarismo e Ibaneis escalou na última semana, quando a Câmara Legislativa votou uma autorização para o GDF (Governo do Distrito Federal) a fazer um aporte no BRB, visando cobrir prejuÃzos relacionados à s operações com o Master.