Resumo objetivo:
O delegado da Polícia Federal Fábio Shor, que atuou em investigações sobre a trama golpista de 2022 e sobre fake news, foi nomeado assessor direto do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A nomeação, publicada no Diário Oficial, coloca-o em um cargo comissionado de alto nível hierárquico no gabinete do ministro. Shor já havia deposto no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro e é alvo frequente de críticas de apoiadores do ex-presidente.
Principais tópicos abordados:
1. Nomeação de Fábio Shor como assessor de Alexandre de Moraes no STF.
2. Atuação anterior do delegado em inquéritos de alto perfil (trama golpista de 2022, fake news e milícias digitais).
3. Reações e críticas de bolsonaristas à sua atuação e à nomeação.
O delegado da PolÃcia Federal (PF) Fábio Shor, responsável pelo inquérito do caso da trama golpista de 2022 e pelo indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi nomeado assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele também comandou o inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente Dias Toffoli e aberto desde então, e o das milÃcias digitais.
A nomeação foi assinada pelo presidente da corte, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10).
Shor está formalmente lotado, a partir desta data, em "cargo em comissão de assessor de ministro, nÃvel CJ-3", a posição de maior nÃvel hierárquivo após a do chefe de gabinete. Trata-se de função de assessoria direta ao magistrado.
O delegado chegou a ser ouvido pela Primeira Turma do STF em 21 de julho passado durante o processo que condenou e prendeu Bolsonaro, militares, autoridades e outros por tentativa de golpe de Estado. Ele foi indicado como testemunha pelas defesas de Filipe Martins e Marcelo Câmara, ex-assessores da Presidência.
Há, ainda, as funções comissionadas. Essas só podem ser preenchidas por servidores concursados, em qualquer órgão. Já os CJs não demandam esse vÃnculo efetivo.
Fabio Shor já foi alvo de diversos ataques de bolsonaristas, incluindo parlamentares.
Em agosto de 2024, o hoje deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez ataques a Moraes e ao delegado, assim como os então colegas de Câmara Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Gilberto Silva (PL-PB).
"Quando teve aqui a Vaza Jato, ficou dito que era um conluio de Sergio Moro com procuradores para condenar Lula. Agora Alexandre de Moraes não precisa sequer fazer conluio porque ele é o dono de um destacamento da PolÃcia Federal", disse Eduardo.