O laudo do IML apontou lesões por estrangulamento no pescoço e rosto da policial militar Gisele Alves Santana, sem sinais de defesa no corpo. Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi reclassificado como morte suspeita devido às evidências e às divergências nas investigações. O inquérito também apura o depoimento do marido, tenente-coronel da PM, e relatos de conflitos no casamento.
Principais tópicos abordados:
1. As conclusões do laudo pericial do IML.
2. A reclassificação da morte de suicídio para suspeita.
3. Os elementos em investigação, incluindo o depoimento do marido e relatos de problemas conjugais.
O laudo do IML (Instituto Médico Legal) que analisou o corpo da PM Gisele Alves Santana, 32, encontrada morta dentro de sua casa no Brás, em São Paulo, diz que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto com sinais de dedos e unhas ao redor delas.
O relatório foi encaminhado ao inquérito que investiga o caso. Policiais se dirigiram ao apartamento de Santana a partir de um chamado de seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que disse durante a ligação ter ouvido um disparo de arma de fogo enquanto estava no banho.
A Folha enviou mensagens ao celular do advogado nesta terça (10), mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.
A policial chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Além das lesões, o laudo do IML diz também que não foram encontrados sinais tÃpicos de defesa no corpo dela.
O episódio havia sido registrado a princÃpio como suicÃdio, mas divergências apontadas ao longo das primeiras investigações levaram as autoridades a classificar o caso como morte suspeita.
Gisele integrava a PM havia mais de dez anos e exercia função administrativa. Ela deixa uma filha, de um relacionamento anterior. Pessoas próximas afirmaram em depoimento que o casamento enfrentava conflitos recentes.