O senador colombiano Iván Cepeda, candidato presidencial da coalizão governista Pacto Histórico, anunciou a líder indígena Aída Quilcué como sua candidata a vice-presidente. A chapa busca dar continuidade ao projeto do presidente Gustavo Petro e simboliza uma aliança com os movimentos indígenas, representados pelo Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). A escolha foi formalizada após a vitória do Pacto Histórico nas eleições legislativas para o Senado.
Principais tópicos abordados:
1. A formação da chapa presidencial de Iván Cepeda com a vice indígena Aída Quilcué.
2. O contexto político da candidatura, vinculada ao governo Petro e ao Pacto Histórico.
3. A representatividade étnica e a aliança com movimentos sociais indígenas.
4. O histórico de ativismo e a trajetória política de Aída Quilcué.
Iván Cepeda indica líder indígena como candidata a vice presidencial na Colômbia
Aída Quilcué foi incorporada à chapa da coalizão governista de esquerda Pacto Histórico, que tem o apoio do presidente Gustavo Petro
Em vídeo difundido nesta segunda-feira (09/03), o senador colombiano Iván Cepeda anunciou que sua candidatura presidencial terá como vice a também senadora e líder indígena Aída Quilcué, representante da nação Nasa, que vive no oeste do país.
Com isso, Cepeda e Quilcué passam a conformar a candidatura da coalizão governista Pacto Histórico, que defenderá a continuidade do projeto do presidente Gustavo Petro, que não concorrerá à reeleição no pleito cujo primeiro turno está marcado para o dia 31 de maio – se houver segundo turno, será em 21 de junho.
Ao comentar a incorporação da líder indígena como sua vice, o candidato presidencial progressista destacou o fato de ela indicar a aliança da candidatura com o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC).
“Aída e o CRIC representam o melhor das tradições de resistência, luta social e construção de um país justo e democrático”, declarou Cepeda.
O senador também ressaltou que a presença de Quilcué na chapa “simboliza a sabedoria de uma nação que clama por justiça e pelo reconhecimento de sua diversidade étnica e cultural, e nós trilharemos esse caminho juntos”.
A decisão foi oficializada no dia seguinte às eleições legislativas, na qual o Pacto Histórico venceu a disputa pelo Senado, ao obter 22,7% dos votos, contra 15,6% do partido de extrema direita Centro Democrático – legenda liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).
ANUNCIO AL PAÍS QUE MI FÓRMULA VICEPRESIDENCIAL ES LA LIDERESA INDÍGENA AÍDA QUILCUÉ pic.twitter.com/aqiLR5NLND
— Iván Cepeda Castro (@IvanCepedaCast) March 9, 2026
Guerra civil e racismo em sua história
A carreira política de Aída Quilcué é marcada pela defesa das causas ligadas às comunidades indígenas e pautas relacionadas ao meio ambiente e aos direitos humanos.
Antes de ser senadora, a ativista foi porta-voz da comunidade indígena Nasa, e ocupou cargos de liderança no CRIC e na Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC).
Também foi parte da mesa de diálogo para a implementação do Acordo de Paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), e apontada como figura decisiva para a inclusão do Capítulo Étnico, sobre as vítimas indígenas do conflito entre a guerrilha e o Exército colombiano. Tal participação lhe rendeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, em 2021.
No entanto, sua trajetória também foi marcada pela violência sofrida por líderes no país. Seu marido, Edwin Legarda, foi assassinado em 2008, durante um ataque perpetrado pelos militares – o Estado colombiano chegou a pedir desculpas oficialmente pelo ato, em 2018.
Em fevereiro deste ano, Quilcué foi detida ilegalmente enquanto viajava entre os municípios de Inzá e Totoró, no departamento de Cauca, apesar de ter se identificado como senadora da República.
Com informações de TeleSur.