A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de estupro coletivo de um menino dentro do banheiro de uma escola estadual, supostamente praticado por quatro estudantes menores de idade. A Secretaria de Educação lamentou o ocorrido, acionou o Conselho Tutelar e abrirá uma apuração sobre a conduta da gestão escolar. A mãe da vítima relatou que, mesmo após a denúncia, um dos acusados teria ameaçado o menino para que não insistisse na versão dos fatos.
Principais tópicos abordados:
1. A investigação policial de um estupro coletivo contra um menor dentro de uma escola.
2. As medidas institucionais tomadas pela Secretaria de Educação e pela escola.
3. A intimidação sofrida pela vítima após o crime.
4. O acompanhamento psicossocial oferecido à comunidade escolar.
A PolÃcia Civil de São Paulo investiga a denúncia de estupro coletivo de um menino dentro do banheiro de uma escola estadual na zona norte da capital paulista. Quatro estudantes, todos com menos de 18 anos, são investigados após terem sido apontados como responsáveis pela agressão sexual.
O caso aconteceu no último dia 27 de fevereiro. Em nota, a Secretaria de Educação, do governo TarcÃsio de Freitas (Republicanos) disse que lamenta o ocorrido e repudia toda e qualquer forma de abuso. Também informou que a Unidade Regional de Ensino vai abrir uma apuração sobre a conduta da gestão escolar em relação aos fatos.
"Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes. Um boletim de ocorrência também foi registrado", informou a secretaria, em nota.
Segundo a polÃcia, a mãe do menino percebeu um comportamento atÃpico do filho quando ele chegou da escola. Ele teria ido direto para o quarto, evitando conversar com a mãe.
O irmão mais velho da vÃtima então relatou que um colega retirou seu irmão do banheiro da escola após notar um "comportamento incomum" entre alguns estudantes no local. O menino então relatou que teria sido agredido sexualmente por quatro estudantes.
Os alunos apontados pela vÃtima estão no 7º e no 9º anos do ensino fundamental âque atendem, regularmente, estudantes de 12 e 14 anos.
A mãe da vÃtima relatou à polÃcia que foi à escola no dia 2 de março para solicitar providências. Ela contou que os responsáveis pelos estudantes acusados foram chamados pela direção e que, mesmo diante da presença dos pais e da diretora, um dos meninos teria ameaçado seu filho.
O menino teria dito à vÃtima para "pensar bem" sobre o que contaria, sob o risco de ser agredido na saÃda da escola caso insistisse na denúncia.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do estado informou que o caso foi registrado como ato infracional análogo a estupro de vulnerável. Declarou que a vÃtima será ouvida no distrito policial juntamente com a responsável para maiores esclarecimentos. "Detalhes serão preservados devido à natureza criminal e por envolver menor de idade."
A Secretaria de Educação também disse ter enviado para a escola equipes do programa Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), incluindo um psicólogo, para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.