O GPA (Grupo Pão de Açúcar) entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, com dívidas totais de R$ 4,5 bilhões negociadas com um grupo seleto de 14 credores. Os principais credores são bancos como Itaú, Rabobank, HSBC e BTG, que já aderiram ao plano e concentram 46% dos créditos. O grupo agora tem 90 dias para conseguir a adesão de mais de 50% dos credores para aprovar o plano, enquanto enfrenta ainda disputas tributárias de cerca de R$ 16 bilhões.
Principais tópicos abordados:
1. O pedido de recuperação extrajudicial do GPA e o montante da dívida.
2. A lista e o perfil dos credores envolvidos, com destaque para os bancos.
3. As condições e prazos legais para a aprovação do plano de recuperação.
4. A existência de significativas disputas tributárias não provisionadas.
A lista dos credores do GPA (Grupo Pão de Açúcar), que pediu recuperação extrajudicial nesta terça-feira (10), engloba um conjunto de 21 contratos fechados com 14 empresas, que vão desde bancos, como Itaú Unibanco e HSBC, até empresas de saneamento (Aqua Nobile) e logÃstica (Logged Rio e Transportadora Sanzaneze), passando pelas Casas Bahia, que no passado pertenceu ao grupo.
As dÃvidas do GPA somam R$ 4,5 bilhões. Diferentemente do plano de recuperação judicial, pelo qual passa a Americanas, por exemplo, em que todas as dÃvidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça, na extrajudicial a empresa escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário.
No caso do GPA, os maiores credores são os bancos. O acordo foi assinado com instituições que concentram 46% dos créditos sujeitos ao plano (R$ 2,1 bilhões), percentual superior ao
quórum mÃnimo de um terço dos créditos afetados, conforme prevê a lei. São elas Itaú, Rabobank, HSBC e BTG, apurou a Folha.
O Itaú Unibanco detém a maior fatia entre os credores signatários, com créditos provenientes de debêntures entre outros contratos, que somam 15,95% dos créditos sujeitos.
O holandês Rabobank possui créditos que somam 20,61% do total. Já o BTG tem 5,07% e o HSBC, 4,63%. O Pão de Açúcar agora tem 90 dias para atingir o quórum legal necessário para aprovação do pedido, de mais de 50% por meio de novas adesões.
O balanço também indicou cerca de R$ 16 bilhões em disputas tributárias, classificadas como "perdas possÃveis" e, portanto, não provisionadas. Na ocasião, a administração da companhia já havia alertado para o risco de "continuidade operacional" do grupo.