A Polícia Penal de São Paulo abriu uma apuração interna para identificar o responsável pelo vazamento das fotos do registro prisional do empresário Daniel Vorcaro. O caso irritou a cúpula da Secretaria da Administração Penitenciária, que tem protocolos específicos para evitar a exposição desse tipo de imagem. A investigação pode resultar em punições administrativas e criminais ao servidor infrator.
Principais tópicos abordados:
1. Abertura de apuração interna pelo vazamento de fotos do preso Daniel Vorcaro.
2. A existência e a violação de protocolos de segurança para manejo de imagens no sistema prisional.
3. As possíveis consequências para o responsável pelo vazamento.
A PolÃcia Penal do governo TarcÃsio de Freitas (Republicanos) abriu apuração interna para identificar o responsável pelo vazamento das fotos do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, durante o seu ingresso ao sistema prisional paulista.
O ex-banqueiro foi preso na última quarta-feira (4), em São Paulo.
Nas imagens que vieram a público na semana passada, Vorcaro aparece com o cabelo aparado e sem a barba, vestindo camiseta branca diante de um painel de medição de altura âregistro padrão de entrada nas unidades prisionais.
A cena chamou a atenção pelo contraste com a imagem anterior do empresário, conhecido pela farta cabeleira e barba cheia, assim como uso de terno e camisa social.
A divulgação das imagens irritou integrantes da cúpula da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), já que o vazamento ocorreu mesmo com a cautela adotada pela pasta para tentar impedir a exposição desse tipo de registro.
O Painel apurou que a SAP tem protocolos para o manejo das fotografias, desde o momento do registro no presÃdio de entrada até sua custódia e armazenamento nos sistemas internos, com controle de acesso e consultas.
Ainda assim, mesmo reforçando esse cuidado a ser tomado, em algum ponto desse fluxo, as imagens acabaram vazando.
A apuração, que não tem prazo para ser concluÃda, pode gerar punição administrativa do infrator (em caso extremo, até a demissão) e, também, criminal.
Segundo a gestão TarcÃsio, o caso é acompanhado pela corregedoria da PolÃcia Penal.
"A Secretaria da Administração Penitenciária ressalta que os dados pessoais e as imagens de todas os custodiados no sistema prisional paulista são protegidos nos termos da legislação vigente e que não existem protocolos diferenciados para casos individuais", diz nota enviada pelo governo.