A Câmara dos Deputados aprovou a transferência simbólica da capital para Salvador no dia 2 de julho, data do aniversário da independência da Bahia, sem afetar as atividades oficiais em Brasília. O projeto, considerado um "ato de justiça histórica" por seu relator, visa reconhecer o papel decisivo da Bahia no processo de independência do Brasil. A proposta, que segue para análise do Senado, foi aprovada de forma simbólica e recebeu críticas de alguns parlamentares por não ser uma prioridade legislativa.
Principais tópicos abordados:
1. Aprovação da transferência simbólica da capital.
2. Justificativa histórica e cívica para a medida.
3. Tramitação legislativa e críticas à proposta.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) a transferência simbólica da capital de BrasÃlia para Salvador no dia 2 de julho, data que celebra o aniversário da independência da Bahia. O texto ressalva que a mudança não afetará o trabalho no Distrito Federal e que a União coordenará com as autoridades baianas a logÃstica para a realização de atos oficiais na data. O projeto segue ao Senado Federal.
Para o deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que foi relator do projeto, a mudança representa "ato de justiça histórica" com a mobilização baiana por independência. "A celebração do 2 de Julho não diz respeito apenas à memória regional, mas à própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil", argumenta no relatório.
O relator ressalta que a atuação dos baianos foi parte do processo de independência do Brasil e organizou a resistência, "sediando governo provisório, fornecendo vÃveres, efetivos e recursos materiais essenciais, e assegurando o apoio polÃtico e militar que o Rio de Janeiro, sozinho, não lograra concretizar após 1822".
Já o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) argumentou contra a proposta, que ele acredita que não deveria ser uma prioridade do Legislativo.
O texto foi aprovado de forma simbólica, quando há acordo entre os deputados.