Resumo objetivo:
Belline Santana, servidor do Banco Central investigado no caso Master, foi afastado do conselho fiscal da Centrus (fundo de pensão do BC) após orientação jurídica. Ele foi substituído por seu suplente, Eduardo Russolo Ferreira, devido ao ineditismo da situação.
Principais tópicos abordados:
1. O afastamento de Belline Santana do conselho fiscal da Centrus.
2. A substituição por seu suplente e o contexto jurídico que a motivou.
3. O vínculo da investigação com o caso Master, que aponta suposta troca de informações privilegiadas com o dono do banco.
4. As medidas judiciais já impostas a Santana, como a tornozeleira eletrônica.
Alvo de investigação sobre o caso Master, Belline Santana foi afastado nesta terça-feira (10) do conselho fiscal da Centrus (Fundação Banco Central de Previdência Privada). A saÃda do servidor foi oficializada em ato do presidente do conselho deliberativo do fundo de pensão, Ailton de Aquino, que é diretor de Fiscalização do BC.
O posto será ocupado por Eduardo Russolo Ferreira, que chefia o departamento responsável pela contabilidade e pela execução orçamentária do BC e era suplente de Santana na Centrus.
O afastamento do ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária do BC foi oficializado pela Centrus após orientação da equipe jurÃdica pelo melhor encaminhamento para o caso. Diante do ineditismo da situação, havia dúvidas até se o suplente poderia assumir o cargo.
Procurado por telefone e por mensagem via WhatsApp entre segunda (9) e terça-feira (10), Santana não respondeu aos contatos da reportagem. Sua defesa também não foi localizada.
A Centrus é uma entidade fechada de previdência complementar voltada para os servidores do Banco Central. O conselho fiscal é o órgão responsável pela fiscalização da gestão econômico-financeira do fundo de pensão e é composto por quatro membros.
Santana tomou posse como conselheiro fiscal da Centrus em dezembro de 2024 para um mandato de quatro anos, em substituição a Everaldo Luis Bonetti. Economista e servidor do BC desde 1998, ele integrou o colegiado como representante do patrocinador.
Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do BC, foram alvos de operação de busca e apreensão realizada pela PolÃcia Federal. O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que eles usassem tornozeleira eletrônica.
As investigações apontam que Daniel Vorcaro, dono do Master, manteve interlocução direta e frequente com os dois servidores, discutindo temas relacionados à situação regulatória do banco e encaminhando documentos e minutas de normas do regulador. Eles teriam alertado o ex-banqueiro sobre o monitoramento que o BC fazia sobre a instituição.
O Banco Central disse ter identificado indÃcios de vantagens indevidas por parte de dois servidores durante investigação interna sobre o caso Master.