Resumo objetivo:
A China retomou a linha ferroviária de passageiros entre Pequim e Pyongyang após seis anos de suspensão devido à pandemia de covid-19. O serviço, com quatro viagens semanais, está inicialmente restrito a portadores de vistos específicos, como negócios, oficiais e estudantes, excluindo turistas. A medida visa fomentar o comércio, a cooperação e as trocas interpessoais entre os dois aliados.
Principais tópicos abordados:
1. Reativação da conexão ferroviária entre as capitais da China e da Coreia do Norte.
2. Condições e restrições para o uso do serviço (vistos específicos, exclusão de turistas).
3. Objetivo declarado de incentivar laços econômicos e interpessoais bilaterais.
4. Contexto do isolamento turístico da Coreia do Norte, com exceções recentes para grupos russos.
China reativa trem de passageiros que liga Pequim a Pyongyang após seis anos
Conexão entre capitais chinesa e norte-coreana havia sido suspensa na pandemia de covid-19; linha terá quatro viagens semanais, começando nesta quinta (12)
Após seis anos parado, a China anunciou nesta terça-feira (10/03) a retomada de um trem de passageiros que liga Pequim a Pyongyang, capital da Coreia do Norte.
A primeira viagem está marcada para esta quinta-feira (12/03), apenas para portadores de vistos de negócios, oficiais de governo e imprensa credenciada. Ainda há bilhetes disponíveis para a próxima viagem, prevista para 18 de março.
Segundo a agência de notícias AFP, é preciso ter um visto válido para viajar no trem. Isso inclui cidadãos chineses que trabalham e estudam na Coreia do Norte, bem como norte-coreanos que trabalham, estudam ou visitam familiares no exterior. Turistas, contudo, estariam excluídos do serviço.
A retomada da linha, suspensa desde 2020, com a eclosão da pandemia de covid-19, revive uma importante conexão entre uma Coreia do Norte praticamente isolada e seu principal aliado econômico.
Coreia do Norte ainda está praticamente fechada para turistas
A autoridade ferroviária da China anunciou em comunicado que os trens do trajeto Pequim-Pyongyang vão operar quatro vezes por semana nos dois sentidos: às segundas, quartas, quintas e sábados. Já os trens que saem da cidade chinesa de Dandong, na fronteira com a Coreia do Norte, farão viagens diárias.
Com isso, as autoridades chinesas afirmam querer incentivar viagens entre os dois países e o “comércio e cooperação econômica, além de trocas interpessoais para aumentar o bem-estar mútuo e a amizade”.
Segundo agências de turismo que atuam na Coreia do Norte, o país segue praticamente fechado para turistas estrangeiros, com poucas exceções, principalmente para grupos de turistas russos com roteiros previamente definidos – que começaram a chegar só em 2024.
Antes da pandemia, a maior parte dos turistas eram grupos de chineses, de acordo com essas mesmas empresas.
Na segunda-feira (09/03), a agência de turismo Koryo Tours afirmou que a Coreia do Norte havia cancelado uma maratona internacional em sua capital, Pyongyang, originalmente programada para o início do próximo mês, citando uma declaração oficial que não continha nenhuma explicação para a decisão.
Segundo a Koryo Tours, o cancelamento foi “inesperado”, e o entendimento da agência era de que a decisão havia sido “tomada em um nível acima dos organizadores do próprio evento”.
A maratona é o maior evento esportivo internacional na Coreia do Norte, oferecendo aos visitantes uma rara oportunidade de correr pelas ruas de Pyongyang.