Resumo objetivo:
As finais dos estaduais foram marcadas por baixa qualidade técnica, excesso de faltas, tumultos e violência, como a pancadaria generalizada no clássico entre Atlético e Cruzeiro. Paralelamente, analisam-se as atuações específicas de times como Palmeiras, Flamengo e Fluminense, destacando problemas de conexão entre setores e a eficiência em bolas paradas. O texto também comenta a superioridade coletiva do Cruzeiro sobre o Atlético e antecipa o reencontro do técnico Leonardo Jardim com seu ex-clube.
Principais tópicos abordados:
1. Violência e má conduta: tumultos, agressões, pressão sobre árbitros e o clima hostil nos gramados.
2. Análise técnica dos times: avaliação do desempenho (ou a falta dele) de Palmeiras, Novorizontino, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro e Atlético, com foco em aspectos táticos e individuais.
3. Contraste de modelos de jogo: a valorização dos gols de bolas paradas (como virtude moderna) em contraposição à falta de criatividade e jogadas construídas.
4. Contexto administrativo e político: menção a ingênuos e espertalhões no futebol, ilustrada pela situação envolvendo o técnico Leonardo Jardim e a diretoria do Cruzeiro.
As finais dos campeonatos estaduais foram partidas muito fracas. Predominaram os tumultos, as ofensas, o excesso de faltas e as pressões sobre os árbitros e auxiliares, até chegar à vergonhosa pancadaria generalizada no jogo entre Atlético e Cruzeiro, com a expulsão de 23 jogadores.
O ambiente hostil e agressivo nos gramados tem a ver com a violência que assola o paÃs. Os jogadores sentem-se pressionados para mostrar que fazem tudo para ganhar o jogo, mesmo o que não é correto.
As partidas foram muito ruins porque não houve criação de jogadas no meio-campo e no ataque, não porque os sistemas defensivos atuaram muito bem.
Palmeiras e Novorizontino têm um ótimo argumento para a má qualidade do jogo: as fortes chuvas e o alagamento do gramado. Mesmo assim, o Palmeiras mostrou sua força nas bolas longas e paradas. Assim saÃram os dois gols.
O time possui duas excelentes duplas, a do meio-campo, formada por Andreas Pereira e Marlon, e a do ataque, com Vitor Roque e Flaco Lopes. Falta melhor conexão entre as duas duplas.
Os gols por bolas paradas, uma caracterÃstica do Palmeiras e, cada vez mais, das equipes do futebol mundial, como a do Arsenal, da Inglaterra, é uma virtude que se agregou à s outras qualidades das equipes. Os gols de bolas paradas e os gols de jogadas bonitas, trocas de passes e triangulações não se excluem. à uma evolução. O futebol não ficou mais feio por causa de gols por bolas paradas, como alguns pensam.
Flamengo e Fluminense fizeram também um jogo sem brilho e sem emoção. O Fla jogou pior do que nas últimas partidas. O time não atuou com a troca de passes e o domÃnio da bola que havia sob o comando de Filipe LuÃs nem foi uma equipe rápida nas transições da defesa para o ataque, como era o Cruzeiro com o técnico Leonardo Jardim. O Flu repetiu a má partida contra o Vasco.
O Cruzeiro foi melhor que o Atlético porque possui uma boa estrutura coletiva formada desde o ano passado. O Atlético continua fraco no conjunto e individualmente. O clube contratou muito mal nos últimos anos ao trazer jogadores carÃssimos, como se eles estivessem nos melhores momentos de suas carreiras. Alguns insistem que o elenco é muito bom.
O único belo momento do jogo foi o gol do Cruzeiro. Matheus Pereira deu um belÃssimo passe para Gerson, que cruzou com precisão. Kaio Jorge, após uma grande impulsão, cabeceou com enorme eficiência. Os três estão entre os melhores jogadores em suas posições que atuam no Brasil.
Nesta quarta (11), Flamengo e Cruzeiro se enfrentam pelo Brasileirão, no Maracanã. Será o encontro dos jogadores do Cruzeiro com Leonardo Jardim. O técnico, quando deixou o time mineiro, disse que foi ingênuo ao dizer que saia por problemas pessoais e que não jogaria em outro clube brasileiro que não fosse o Cruzeiro. O presidente do Cruzeiro, Pedrinho, um empresário de sucesso, afirmou na comemoração do tÃtulo que foi ingênuo ao liberar o técnico Leonardo Jardim da multa de rescisão do contrato. Ele disse ainda que precisa aprender com o mundo do futebol.
O futebol não é um esporte de entretenimento, de emoção, de estratégias, talentos e de disputa esportiva. à muito mais do que isso. à também um encontro de profissionais corretos, de ingênuos, de espertos e de espertalhões.