Resumo objetivo:
A banda irlandesa de hip-hop Kneecap anunciou que se juntará ao "Comboio Nuestra América" para levar ajuda humanitária a Cuba. O grupo criticou publicamente o governo de Donald Trump, acusando-o de "estrangular" o país com sanções que causam escassez de recursos essenciais. A banda também reforçou seu ativismo político ao destacar laços de solidariedade com Cuba e a Palestina.
Principais tópicos abordados:
1. Ação humanitária da banda rumo a Cuba.
2. Críticas às sanções dos EUA contra Cuba.
3. Posicionamento político e solidariedade internacional (com Cuba e Palestina).
Banda irlandesa se mobiliza em ato de solidariedade a Cuba
Em post no Instagram, a banda anunciou que se juntará ao Comboio Nuestra América e demonstrou insatisfação com Donald Trump, afirmando que o mandatário norte-americano está ‘estrangulando o país’
O trio irlandês de hip-hop de Belfast, Kneecap, anunciou nesta terça-feira (10/03) que se juntará ao Comboio Nuestra América rumo a Cuba, no próximo sábado (21/03), para entregar ajuda essencial ao povo cubano.
O Comboio Nuestra América tem como objetivo oferecer apoio com base na cooperação, no respeito ao direito internacional e aos valores defendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), levando o máximo possível de suprimentos para Havana, a capital cubana.
Em post no Instagram, a banda destacou o uniforme do Bohemian Football Club, cuja camiseta se inspira no tradicional lenço palestino keffiyeh, simbolizando os laços entre palestinos e irlandeses.
No mesmo post, com fundo vermelho e preto e a imagem de Cuba, a banda destacou duas frases: “Vamos para Cuba” e “Kneecap se junta à nossa América”.
A banda também criticou o governo dos Estados Unidos. Segundo o post, a administração de Donald Trump está “estrangulando a ilha, cortando o fornecimento de combustível, voos e suprimentos essenciais para a sobrevivência”.
Em janeiro, deste ano após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou em aplicar medidas tarifárias contra quaisquer países ou empresas que vendessem ou comercializassem petróleo com Cuba.
Medida esta que resultou uma escassez de energia, alimentos e remédios, agravou os apagões, a falta de combustível e atingiu o funcionamento do sistema de saúde.
“É hora de romper o cerco e defender Cuba, assim como ela nos defendeu”, afirmam os artistas.
Kneecap cita ainda Ernesto Guevara Lynch, que dizia que “nas veias do meu filho corria o sangue de rebeldes irlandeses”, para destacar a coragem herdada de sua família.
Não é a primeira vez que o grupo se posiciona publicamente. Em junho do ano passado, gritou “Palestina Livre” durante o Festival de Glastonbury, desafiando o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, que considerou a participação da banda “inapropriada”.