Resumo objetivo:
O Comando Central dos EUA anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de colocação de minas perto do Estreito de Hormuz. O presidente Donald Trump advertiu o Irã para remover imediatamente quaisquer minas na região, sob ameaça de consequências militares. Paralelamente, autoridades americanas negaram ter iniciado escoltas navais no estreito, após uma declaração equivocada do secretário de Energia.
Principais tópicos abordados:
1. Ação militar dos EUA contra embarcações iranianas no Estreito de Hormuz.
2. Ameaças e advertências de Trump ao Irã sobre a minagem da via navegável.
3. Discussão sobre a possível escolta de navios pela Marinha dos EUA na região, com negações oficiais.
4. Reação iraniana, com ameaças de retaliar contra movimentos da frota americana.
Os militares dos Estados Unidos eliminaram 16 embarcações iranianas de colocação de minas explosivas perto do estreito de Hormuz na terça-feira (10), informou o Comando Central dos EUA. O presidente americano, Donald Trump, alertou que quaisquer minas colocadas no estreito pelo Irã devem ser removidas imediatamente.
Trump havia dito anteriormente que os EUA haviam "destruÃdo completamente" dez embarcações inativas de lançamento de minas.
Em aparente resposta a reportagens que afirmaram que o Irã havia começado a colocar minas na via navegável, uma passagem fundamental para o transporte de petróleo, Trump publicou em sua rede social: "Se o Irã colocou quaisquer minas no estreito de Hormuz, e não temos relatos de que tenham feito isso, queremos que sejam removidas, IMEDIATAMENTE!"
Ele disse que, se Teerã não o fizesse, enfrentaria consequências militares, mas não forneceu detalhes.
Trump também disse que os EUA estavam usando a mesma tecnologia empregada contra traficantes de drogas para "eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o estreito de Hormuz".
Nos últimos meses, os americanos realizaram uma série de ataques a embarcações no Caribe e no PacÃfico oriental que supostamente transportavam drogas, matando dezenas de pessoas.
O Pentágono disse na terça que estava atacando embarcações iranianas de lançamento de minas e instalações de armazenamento de minas.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã já interrompeu efetivamente os embarques pelo estreito de Hormuz, ao longo da costa iraniana, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
O principal general dos EUA, Dan Caine, disse na terça que os militares americanos começaram a analisar formas de potencialmente escoltar navios pelo estreito de Hormuz, caso recebam ordem para fazê-lo.
"Estamos analisando uma série de opções", disse o general a repórteres no Pentágono.
No entanto, a Marinha dos EUA até agora recusou pedidos quase diários da indústria naval por escoltas militares pelo estreito, disseram fontes familiarizadas com o assunto à agência de notÃcias Reuters.
O secretário de Energia, Chris Wright, publicou nas redes sociais que a Marinha havia escoltado com sucesso um petroleiro pela via navegável, mas depois deletou a publicação.
Os Estados Unidos ainda não escoltaram nenhum petroleiro ou embarcação pelo estreito, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a repórteres nesta terça.
"Um videoclipe foi deletado da conta oficial do secretário Wright no X após ser determinado que estava legendado incorretamente pela equipe do Departamento de Energia", disse um porta-voz do departamento.
Comentando as declarações de Wright, um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã negou que um navio petroleiro tenha sido escoltado.
"Qualquer movimento da frota dos EUA e de seus aliados será interrompido por nossos mÃsseis e drones", disse Ali Mohammad Naini em comentários divulgados pela mÃdia estatal iraniana.