O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou excepcionalmente a visita do conselheiro norte-americano Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em dias fora do regulamento do local. O pedido foi feito pela defesa devido à agenda restrita do visitante, que está no Brasil para uma série de compromissos políticos e institucionais. Os principais tópicos abordados são a autorização judicial para a visita, a agenda política de Beattie no Brasil — que inclui entender o sistema eleitoral e tratar de decisões sobre redes sociais — e o contexto das críticas do conselheiro ao governo Lula e ao ministro Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou nesta terça-feira (10) a visita do conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em BrasÃlia.
O ministro liberou ainda a ida de um intérprete para o encontro
O pedido foi feito pela defesa de Bolsonaro na terça (10). No documento, o advogado Paulo da Cunha Bueno solicitou que o encontro com o ex-presidente pudesse ser realizado na próxima semana, em dias excepcionais, devido "ao curto perÃodo" de Beattie na capital federal.
Pelas regras de visitação na Papudinha, batalhão da PolÃcia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro só pode receber visitas à s quartas-feiras e aos sábados. A defesa do ex-presidente, no entanto, solicitou o encontro na segunda ou na terça-feira.
"Diante dessa limitação objetiva de agenda â comum em compromissos de natureza diplomática â, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no perÃodo da tarde, ou no dia 17 de março, no perÃodo da manhã ou inÃcio da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante", diz o requerimento.
Darren Beattie é crÃtico do governo Lula e de Alexandre de Moraes. Ele já chamou o ministro de "principal arquiteto do complexo de censura e perseguição" contra Bolsonaro, além de ser próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o agradeceu após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes.
O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em BrasÃlia para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a Folha, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre "fake news" e milÃcias digitais conduzidos pelo Supremo.
Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por indicados de Bolsonaro, com o ministro Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.