Resumo objetivo:
Uma nova pesquisa Datafolha para o Senado por São Paulo em 2026 mostra o ministro Fernando Haddad (30%) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (31%) como líderes em cenários distintos. Os possíveis candidatos do campo progressista aparecem com mais intenções de voto no agregado do que os nomes da direita, que têm como mais bem posicionados os deputados Guilherme Derrite (14%) e Ricardo Salles (13%). A pesquisa foi realizada após Haddad definir sua candidatura ao governo do estado e antes das definições oficiais das chapas.
Principais tópicos abordados:
1. Cenários da disputa ao Senado: Apresentação dos dois cenários testados (com Haddad e sem Haddad, com Alckmin) e a pontuação dos principais pré-candidatos.
2. Polarização política: Comparação entre o desempenho dos candidatos do campo progressista/governo Lula e os do campo da direita/oposição.
3. Contexto e indefinições: Menção ao fato de que as coligações ainda não estão definidas, tanto na esquerda quanto na direita, com detalhes sobre as articulações internas em cada campo.
4. Metodologia da pesquisa: Informações sobre período da realização, amostragem, margem de erro e registro no TSE.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) lideram a disputa pelo Senado em São Paulo, mostra nova pesquisa Datafolha. O levantamento também indica que possÃveis candidatos do campo progressista pontuam melhor do que os da direita.
O levantamento foi feito antes de Haddad definir, nesta semana, que deixará a pasta da Fazenda para ser candidato ao Governo de São Paulo.
Em 2026, o eleitor votará em dois nomes para o Senado, que será renovado em dois terços. O instituto testou dois cenários para a disputa, cada um com dez possÃveis candidatos.
No primeiro, sem Alckmin, Haddad aparece à frente com 30% das intenções de voto. Em seguida, despontam outros ministros do governo Lula (PT) â Simone Tebet (MDB), com 25%, Márcio França (PSB), com 20%, Marina Silva (Rede), com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%.
Dentre os pré-candidatos da direita, os mais bem posicionados são os deputados federais Guilherme Derrite (PP), com 14% das intenções de voto, e Ricardo Salles (Novo), com 13%.
Depois aparecem os deputados federais Paulinho da Força (Solidariedade), com 10%, e Rosana Valle (PL), nome apoiado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 7%. O deputado estadual Gil Diniz (PL), um dos preferidos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), tem 3% das intenções de voto.
Outros 4% dizem que não sabem em quem votarão para a primeira vaga, enquanto 15% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo. Para a segunda vaga, 6% estão indecisos, e 21% dizem que votarão em branco ou nulo.
O levantamento foi realizado de 3 a 5 de março. Foram 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo, distribuÃdas em 71 municÃpios, com a população de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nÃvel de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.
Como mostrou a Folha, o mais provável é que as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) sejam as candidatas do campo lulista ao Senado, por São Paulo, na chapa de Haddad.
No primeiro cenário desenhado pelo Datafolha, 58% dos que pretendem votar em Lula para presidente escolhem Haddad para o Senado, e 38% vão com Tebet. A maior parte dos potenciais eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, diz que votaria em França (27%), Derrite (27%) e Salles (25%).
Os eleitores que indicam voto em TarcÃsio de Freitas para o governo, por sua vez, manifestam preferência por França (26%), Derrite (28%) e Salles (24%).
No segundo cenário testado pelo instituto, sem Haddad, Alckmin lidera com 31% as intenções de voto ao Senado. Ele é seguido pelos ministros Tebet, com 25%, Marina, com 21%, França, com 20%, e Boulos, com 15%.
Depois aparecem Salles e Derrite, ambos com 13%, Paulinho da Força, com 9%, Rosana Valle, com 6%, e Gil Diniz, com 3%.
Nesse cenário, outros 4% dizem que não sabem em quem votarão para a primeira vaga, enquanto 14% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo. Para a segunda vaga, 6% estão indecisos, e 20% dizem que votarão em branco ou nulo.
Se a esquerda ainda não bateu o martelo sobre quais candidatos disputarão o Senado, a direita também segue dividida em relação à segunda vaga. A primeira já está consolidada com Derrite, que foi secretário do governo TarcÃsio e conta com seu apoio.
Segundo lideranças do campo, havia um acordo para que a segunda vaga ficasse com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário mudou depois que Eduardo se autoexilou nos Estados Unidos e passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal por ter atuado para que o governo de Donald Trump aplicasse sanções a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes.
Desde então, aliados defendem que o filho do ex-presidente deveria ter a preferência para indicar um candidato no seu lugar. Além de Gil Diniz, que foi seu assessor, o ex-deputado já citou os nomes da vereadora Sonaira Fernandes, que também trabalhou para ele, e do deputado federal Mario Frias (PL).
Mais recentemente, como noticiou a coluna Painel, Bolsonaro teria manifestado apoio ao coronel Mello Araújo (PL), vice-prefeito de São Paulo.
Salles também tem afirmado que não desistirá da disputa, mas aliados do ex-presidente afirmam que, depois do rompimento entre os dois, seria muito difÃcil que o deputado conseguisse aglutinar o apoio dos partidos de direita à sua candidatura.