Resumo objetivo:
As principais ferrovias brasileiras (Vale e Rumo) alcançaram maior eficiência energética em 2025, reduzindo coletivamente mais de 23 milhões de litros de consumo de diesel. Essa economia foi obtida mediante adoção de tecnologias, otimização de operações logísticas e aumento da capacidade de carga dos trens. Ambas as empresas têm metas de descarbonização, com a Vale, por exemplo, buscando desenvolver locomotivas flex (diesel/etanol) para cortar emissões.
Principais tópicos abordados:
1. Ganhos de eficiência energética e redução no consumo de diesel.
2. Medidas operacionais e tecnológicas implementadas (ex: trens mais longos, condução semiautônoma, otimização de rotas).
3. Metas de sustentabilidade e transição para energias mais limpas (como o uso de etanol).
4. Impacto ambiental positivo, com redução de emissões de CO2 em comparação ao transporte rodoviário.
A adoção de novas tecnologias e melhorias nos processos logÃsticos fizeram companhias ferroviárias brasileiras apresentarem melhor eficiência energética em 2025, com redução de consumo de mais de 23 milhões de litros de diesel nos trilhos.
Na Vale, que opera a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória a Minas, a redução no consumo do combustÃvel derivado do petróleo foi de 11 milhões de litros no ano passado, enquanto na Rumo, maior operadora de ferrovias no paÃs, a redução atingiu 12 milhões de litros de diesel.
Os dados, que constam em relatórios divulgados pelas empresas, mostram que a busca por energia limpa avançou nos trilhos, com previsão de crescer nos próximos anos.
O combustÃvel economizado nas duas ferrovias sob gestão da mineradora no ano passado seria suficiente para abastecer os tanques de 245 mil veÃculos. Foi, segundo a empresa, o melhor desempenho em eficiência energética nos últimos dez anos âgasto de combustÃvel sobre a distância percorrida e a massa transportada no ano. As ferrovias respondem por 14% das emissões da mineradora.
A meta é reduzir em 33% a emissão de CO2 de suas ferrovias até 2030 e, até 2050, zerar as emissões. No ano passado, a Vale e a Wabtec Corporation, fabricante de locomotivas, anunciaram parceria para desenvolver estudos sobre o uso de etanol nos trens da Vitória a Minas.
A proposta é a de chegar a um motor flex (dualfuel), que possa continuar usando o diesel, mas também permita uma mistura do combustÃvel fóssil com o etanol, derivado da cana e do milho.
Para atingir o desempenho do ano passado, foram adotadas medidas como a prioridade para a circulação de trens carregados âpara evitar paradas desnecessárias, que consomem mais dieselâ, o mapeamento de trechos crÃticos âpara reduzir movimentos de parada e arrancadaâ e, em trechos de descida, locomotivas foram desligadas, com a condução em marcha lenta.
Já na Rumo, a adoção de trens com 135 vagões, em vez dos 120 utilizados anteriormente, proporcionou ganhos de eficiência energética e, também, ampliação na capacidade de carga. Um trem de 135 vagões transporta o equivalente a quase 300 caminhões.
O relatório anual de sustentabilidade da empresa, divulgado na última semana, aponta que no ano passado houve melhoria de 3% em eficiência energética, em comparação com 2024, o que representa uma redução de 12 milhões de litros de diesel.
Conforme a operadora, a capacidade da via permanente para suportar vagões mais pesados foi ampliada de 126,6 para 130 toneladas brutas por unidade, e cada composição passou a transportar até 17,2 mil toneladas, ante as 15 mil toneladas do ano anterior. Isso significa mais carga levada nos trilhos, com o mesmo consumo de combustÃvel.
"Refinamos operações de carga e descarga nos terminais de transbordo, investimos no esmerilhamento de trilhos para reduzir o atrito, adquirimos locomotivas mais modernas e vagões mais leves", diz a Rumo em seu relatório.
A economia de combustÃvel se dá também com a condução semiautônoma dos trens em 90% das viagens. Ele controla acelerações e frenagens a partir de 18 km/h e, ainda de acordo com o relatório, gera economia de 5% de combustÃvel por viagem.
No total, as operações no decorrer do ano passado resultaram em cerca de 7 milhões de toneladas de CO2 evitadas, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas por caminhões, conforme a empresa.