Resumo objetivo:
Pela terceira vez consecutiva, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinados pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) em uma investigação sobre o envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. As ações resultaram na prisão de policiais militares, civis, um delegado federal e um ex-secretário de estado, suspeitos de atuar em benefício de facções criminosas. A operação apura crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, com os investigados sendo afastados de suas funções públicas.
Principais tópicos abordados:
1. Operação da Polícia Federal autorizada pelo STF contra autoridades suspeitas de aliança com o crime organizado.
2. Prisões de agentes públicos (policiais militares, civis e um delegado federal) por suposta cooptação por facções.
3. Investigação de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e blindagem a grupos criminosos.
Pelo terceiro dia seguido, a PolÃcia Federal cumpre mandados de prisão determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira (11), são cumpridos sete mandados de prisão preventiva (sem tempo determinado) e também buscas e apreensões contra um grupo composto por policiais militares do Rio que são suspeitos de terem sido cooptados por facções criminosas do tráfico e da milÃcia.
Em ações anteriores, na segunda (9) e na terça-feira (10) foram presos um delegado da PolÃcia Federal, um ex-secretário de estado e policiais civis que teriam atuado para ajudar ou para extorquir traficantes.
A primeira fase da ação, na segunda, prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. A defesa de Romano nega que ele tenha cometido irregularidades.
Depois, na terça, foram presos o delegado de PolÃcia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. A reportagem não teve acesso à defesa dos três.
A operação desta quarta acontece nas cidades do Rio de Janeiro âem Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruzâ, Nova Iguaçu (RJ) e Nilópolis (RJ).
Moraes determinou que os investigados sejam afastados da suas funções públicas e que a quebra de sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos com eles.
De acordo com a PF, os PMs alvos da operação "se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefÃcio do crime organizado".
"A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logÃstica para o tráfico e milÃcias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilÃcito", afirma a polÃcia.
A investigação apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ativa e lavagem de dinheiro. O material pode dar subsÃdio a novas investigações relacionadas à operação.