Resumo objetivo:
O ministro dos Esportes do Irã declarou que a seleção nacional não participará da Copa do Mundo de 2026. A decisão é uma reação ao asilo político concedido pela Austrália a cinco jogadoras da seleção feminina iraniana, ato que as autoridades iranianas atribuem a uma provocação dos Estados Unidos.
Principais tópicos abordados:
1. A declaração oficial do boicote do Irã à Copa do Mundo de 2026.
2. O motivo político por trás da decisão: o asilo concedido a atletas iranianas e a acusação de interferência dos EUA.
3. O contexto geopolítico, com o Irã responsabilizando EUA e Israel por um ataque histórico.
O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (11) que a seleção de seu paÃs não irá participar da Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho.
"Sob nenhuma circunstância o Irá participará da Copa do Mundo", afirmou o ministro em pronunciamento na TV estatal iraniana.
Na véspera, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, também já havia colocado em xeque a participação de seu paÃs na Copa do Mundo 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, após o asilo concedido pela Austrália a cinco jogadoras da seleção feminina.
"O presidente dos Estados Unidos escreveu dois tuÃtes para pedir que fosse concedido asilo polÃtico à s nossas jogadoras (...), e que se a Austrália não fizesse isso, ele faria. Ele provocou 160 mártires ao matar nossas meninas em Minab e agora sequestra nossas meninas. Como ser otimista nessas condições em relação à Copa do Mundo nos Estados Unidos?", declarou Taj na emissora de televisão estatal, aludindo a um suposto bombardeio contra uma escola em Minab no inÃcio da guerra, pelo qual o Irã responsabiliza Israel e os Estados Unidos.
"Se a Copa do Mundo acontecer nessas condições, quem em sã consciência enviaria sua seleção nacional a um lugar assim?", afirmou.
O Irã deve disputar em Los Angeles dois de seus três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo, contra Bélgica e Nova Zelândia, e um em Seattle, contra o Egito.
Com Reuters